Curitiba - O primeiro encontro de representantes estaduais com a equipe de política econômica do Ministério da Agricultura - na semana passada - serviu para que os paranaenses reivindicassem seguro e Proagro para a safrinha do milho. A cultura é uma das que mais preocupam por causa da escassez do produto no mercado nos últimos três anos. Essa escassez inviabilizou algumas atividades no ano passado, como a avicultura e a suinocultura.
Uma das representantes do Paraná no encontro, a economista da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Vera Zardo, disse que o governo já sinalizou com algumas medidas para incentivar o produtor a plantar a safrinha. ''Deve haver ampliação de recursos para o financiamento da safrinha, contrato de opção, crédito para estocagem e zoneamento agrícola para o sorgo'', contou. Mas ressalta que o produtor paranaense quer mesmo um seguro para poder plantar com tranquilidade.
Hoje o produtor de milho safrinha não encontra nenhum tipo de proteção. O Banco do Brasil não oferece o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) porque o milho safrinha não tem zoneamento agrícola referendado pelo Ministério da Agricultura. O Proagro é uma espécie de seguro contratado junto com o financiamento, que cobre perdas decorrentes de problemas climáticos. Ou seja, se o produtor perder o que plantou por causa da geada, chuvas ou estiagem, o Proagro cobre o valor do financiamento.
As seguradoras também não estão mais oferecendo seguro para a cultura. O gerente de negócios da Superintendência do Banco do Brasil, Sérgio Mantovani, explica que o Instituto de Reseguro do Brasil não autorizou a operação do seguro safrinha esse ano, em função das grandes perdas registradas nos últimos três anos. ''Nas últimas três safras, tivemos perda quase total em duas delas e em uma houve seca em várias regiões'', contou.
O Paraná é o principal produtor de milho do Brasil. Na safra normal, o Estado contribuiu com 25% da produção nacional, e na safrinha, com 50%. A previsão do Departamento de Economia Rural é de um crescimento de 17% na área destinada à cultura esse ano, passando de 998 mil hectares em 2002 para 1.170 milhão hectares em 2003. Com isso, o volume produzido deve dobrar, atingindo a casa dos 4 milhões de toneladas.

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