O pesquisador Julio Franchini elenca três estágios fundamentais do plantio direto numa propriedade. O primeiro, de implantação, é o mais crítico e dura, em média, cinco anos. ‘‘É nessa fase que o agricultor, sem paciência, acaba abandonando a prática’’, aponta.
  A fase de consolidação do sistema se dá entre o quinto e o décimo ano, sendo que os primeiros resultados positivos surgem a partir do quinto ano de cultivo na palha. ‘‘Já no terceiro estágio, de maturidade do sistema, a produção é sempre 20% maior na média dos anos’’, calcula Franchini.
  Segundo ele, a cada cinco anos plantando em sistema de plantio direto o agricultor ganha uma safra em relação ao convencional. ‘‘Ele produz sem risco econômico nenhum’’, assinala o pesquisador, que encara o plantio direto como um investimento, uma poupança para o produtor. ‘‘É sinônimo de sustentabilidade. Em condições favoráveis produz bem por um custo menor. Em anos ruins a perda é bastante inferior ao plantio convencional’’, assegura.
  A poupança, explica Franchini, não é financeira e sim nutricional. ‘‘O plantio direto garante uma reserva de carbono e, conseqüentemente, de nutrientes no solo, responsáveis diretos pela boa produtividade da lavoura’’, conclui. (M.G.)

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