Poucos têm seguro. Cosesp agurda melhor avaliação
Os prejuízos para os produtores que investiram em sementes, adubação, combustível, ainda não foram avaliados, de acordo com informações do Deral. Se chover nas próximas horas, muitos acham que ainda recuperam parte da plantação. É o caso de Adão de Pauli, de Paiquerê: apesar de a lavoura estar bem falha, com ataque de pragas e germinação ruim, ele acredita que será possível pelo menos pagar o investimento.
''É duro trabalhar para empatar'', lamenta. Pauli financiou a lavoura e afirma que não costuma contratar seguro para a safra de verão. ''Para receber o seguro tem que ter perda total, senão a franquia não compensa'', diz. Ele considera que as safras de inverno enfrentam mais riscos, para estas ele faz seguro.
Segundo a assessoria de imprensa da seguradora Cosesp, de São Paulo, no Paraná foram feitos 633 contratos de milho. Por enquanto apenas 15 deram aviso de sinistro em função da seca. A seguradora está trabalhando com três hipóteses, de acordo com a assessoria de imprensa: muitos ainda não plantaram, esperando normalizar a situação de seca, outros seguem a recomendação da seguradora e estão aguardando terminar o período de seca para avaliar o prejuízo e então dar o aviso de sinistro; e outros não estão enfrentando problemas com a seca.
Esta terceira hipótese é considerada pouco provável pela seguradora. Arnaldo Amaral Filho, da Verde Rural Corretora de Seguros, afirma que embora venha aumentando o número de contratos para safra de verão, desde 1999/2000 quando começou a ser comercializado o seguro no Paraná, o agricultor ainda não tem esta cultura.
''Embora tenha sofrido perdas recentes em safra de verão, o agricultor ainda não percebe que está sujeito ao risco o tempo todo'', avalia. A contratação de seguro é mais comum nas safras de inverno.





