Durante a 4ª Semana Florestal, realizada em Brasília no ínicio deste mês, vários aspectos da exploração florestal foram discutidos. De acordo com levantamento feito por engenheiros florestais do Ibama, na Amazônia existem pelo menos 4 mil espécies de árvores que podem ser usadas pela indústria moveleira. Mas a preferência recai sobre algumas que já estão em extinção, como é o caso do mogno.
Na Mata Atlântica, atualmente, isso já é uma realidade. Segundo Maria Helena de Sousa, do Laboratório de Produtos Florestais (LPF), do Ibama, não existe mais mogno no Litoral brasileiro. Hoje o LPF está produzindo móveis de excelente qualidade, com madeiras pouco consumidas no mercado, como o cedrinho, mandacaruba, pau-amarelo, cataúba, faia, faieira, louro vermelho, muiracatiara rajada, goiabão e andibora, entre outras.
A intenção é convencer a indústria e profissionais que trabalham com móveis, que é possível agregar valor de mercado a outros tipos de madeira. Maria Helena apontou duas formas de destruição do patrimônio florestal: a primeira quando há o uso desordenado dos recursos e a segunda quando os recursos perdem valor econômico. Os técnicos do LPF já identificaram 22 espécies da Amazônia para uso na fabricação de móveis, que normalmente desprezadas pelo mercado aprodecem na mata quando se faz o corte para aproveitar as madeiras nobres, como o mogno.
Maria Helena destacou também que o reflorestamento de uma única espécie como o eucalipto ou pinus, árvores de rápido crescimento, não pode ‘‘nortear questões de mercado, nem políticas ambientais de reflorestamento, porque poderá acarretar problemas’’.(C.C.)

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