Pouca procura de financiamento
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de fevereiro de 1997
Cristina Côrtes 
Os recursos de crédito de custeio para financiamento da safrinha de milho estão disponíveis para o produtor. Segundo o economista Francisco Carlos Simioni, chefe do Setor de Política Agricola do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) a demanda por recursos neste período não é grande e localizada nas regiões que mais produzem.
Até agora a procura tem sido normal e o economista acredita que devem se repetir os índices do ano passado, quando foram financiados de 30% a 40% da área cultivada com milho safrinha. A maioria dos produtores preferem plantar com recursos próprios, pois o risco é alto e os financiamentos não incluem o seguro do Proagro, comenta Simioni.
As regras para custeio na safrinha são as mesmas da safra normal, com juros de 12% ao ano. A única diferença é que não tem Proagro. Segundo Simioni, tanto o Banco do Brasil como o Banestado e outros bancos devem ter recursos suficientes oriundos da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) dos depósitos à vista.
Segundo o assistente técnico rural da agência Pioneiros do Banco do Brasil em Londrina, Mário Augusto da Cruz, até agora não foi concretizada nenhuma operação de crédito de custeio para a safrinha. A agência ainda aguarda instruções do Ministério da Agricultura. Produtores têm procurado informações no banco, mas a maioria ainda está colhendo a safra de verão. Estamos prevendo para março a intensificação da busca por crédito, comentou Mário.
O crédito para safrinha é um crédito mais seletivo, restrito, e exige uma análise mais apurada das condições de produção do lavrador interessado, por ser uma atividade de alto risco e sem cobertura do seguro do Proagro.


