Fazenda Rio Grande - Controlar a presença de pragas, ervas daninhas e doenças em plantações de soja, milho e feijão é tarefa de qualquer agricultor que pretende conseguir bons rendimentos com a colheita. Porém, cumprir esse dever nem sempre é trabalho fácil, já que existem problemas que atacam as plantas pelo ar, pelo nível do solo e até diretamente na raiz. Entre os piores casos, apenas para citar alguns, estão a buva, uma planta daninha que rouba os minerais necessários para o bom desenvolvimento da plantação, e a lagarta do cartucho, que come as folhas do milho e enfraquece a planta.
Para difundir conhecimento e levar informações diferenciadas aos produtores, a empresa de ciências agrícolas Bayer CropScience, da Alemanha, criou centros de treinamento (CTB) em diferentes regiões do Brasil, entre elas Londrina e Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba). Nesses locais, é realizado o plantio de diferentes produtos, respeitando o perfil agrícola de cada região. Nos CTBs o agricultor tem acesso a informações sobre problemas que podem ocorrer nos diferentes períodos de culturas. Além de abordar a causa dos problemas, os técnicos apresentam as soluções disponíveis para proteger a colheita.
Duas vezes por ano os produtores locais são convidados a conhecer as instalações dos centros de treinamento. Eles aprendem sobre os principais problemas e soluções ao plantio de produtos. Para a região Sul são abordados temas relacionados ao feijão, milho, soja, arroz irrigado, soja de várzea e uva. ''O principal objetivo é gerar sustentabilidade do agricultor ao meio ambiente'', ressalta o gerente de desenvolvimento de mercado da Bayer CropScience para o Sul, Anildo Betencourt.
Em dois dias, os produtores aprendem como agem os componentes em cada produto e de qual forma as tecnologias seguras agregam valor ao trabalho realizado no campo. Além disso, conhecem dados sobre o potencial genético de cada espécie e diversos outros fatores que definem o sucesso da plantação. Tudo para que no final a colheita sofra o mínimo possível com fatores externos.
No CTB, os técnicos defendem o manejo integrado de pragas, com a aplicação de produtos adequados no momento ideal da plantação. Isso pode ocorrer no início da infestação ou até antes, para evitar a explosão no número de doenças. No caso de ervas daninhas, a aplicação desenfreada de produtos repressores pode ocasionar na existência de plantas resistentes, prejudicando ainda mais a plantação. ''O uso intensivo do mesmo produto também pode ocasionar este problema'', conta Betencourt. Uma saída é fazer o manejo do sistema produtivo, pensando em todo o ciclo da terra, não apenas no plantio da soja, no verão, mas também do trigo, no inverno.
Com o excesso de chuva registrado neste ano, muitas doenças surgiram nas plantações de milho e ferrugem na soja. Isso interfere no peso e na qualidade dos grãos. No CTB, os agricultores também aprendem formas de deixar as plantas mais tolerantes ao estresse climático. O resultado é visto no local. De um lado, plantas sem a aplicação de qualquer produto, chamadas de ''testemunhas''. Do outro, plantio acompanhado de sementes com biotecnologia e outras com aplicação de produtos indicados para cada espécie.
Um dos problemas da soja é a ferrugem, que pode eliminar 50% da produção. Em alguns casos chega a dizimar a plantação inteira. No comparativo da soja, as plantas tratadas são mais altas, com maior número de grãos. Praticamente não existem falhas entre as sementes plantadas, diminuindo o espaço para o surgimento de ervas daninhas.

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