Potencial pode ser melhor desenvolvido, afirma diretor
Curitiba - José Antônio da Silva Marfil acredita que os milhares de trabalhadores que produzem orgânicos em Curitiba e vizinhança são apenas uma amostra do potencial da região.
''A produção não amplia ainda mais por falta de incentivo. Ainda faltam mais apoio do governo, subsídios, ações de pesquisa específicas e crédito, em que não há quase nada, a não ser o do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar). Deveria haver mais reconhecimento para quem produz sem veneno e respeita a natureza'', diz o diretor da Aopa.
Renato Hillmann, produtor de Cerro Azul (Região Metropolitana de Curitiba), trabalha com agricultura orgânica há 11 anos. Produz principalmente frutas e verduras. Relata que recorreu à produção convencional por pouco tempo, antes de se dedicar aos orgânicos.
''Na época, o comércio do convencional estava ruim. Aí, conhecemos o pessoal da Aopa e decidimos tentar'', afirma Hillmann. ''Dá mais mão de obra, mas a economia é muito maior. Temos tudo que precisamos dentro da propriedade. E é um mercado que está crescendo ano a ano.''
Leonardo Kmieck, de Campo Largo (também na Região Metropolitana de Curitiba), trabalhou durante 25 anos com a chamada agricultura convencional e desistiu depois de ''perder tudo''. ''Não 'deu' o preço. O mercado convencional é muito ingrato'', critica.
''No mercado orgânico, se não tiver vontade de trabalhar, é melhor não pegar. Mas é compensador, tanto na parte financeira quanto na saúde. A saúde da minha família melhorou muito. Quando alguém pega gripe, em três dias se cura completamente'', aponta o agricultor, que hoje produz batatas, hortaliças, frutas, entre outros alimentos, na propriedade que mantém junto com o filho Carlos. (F.G.)





