Grande defensor do uso das plantas medicinais, o médico Rui Cépil Diniz, que assina o livro junto do pesquisador Paulo Guilherme, divulga desde 2003 o uso de plantas medicinais in natura e na forma fitoterápica na rede pública de Londrina. Ele é especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, e é responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia.
  O projeto está em 18 postos de saúde da cidade, disponível para cerca de 120 mil pessoas. Além de prescrever medicamentos, o programa ensina o uso correto dessas plantas, tanto para o uso doméstico como farmacológico. ‘‘Os funcionários são treinados e repassam o que aprenderam para os pacientes’’. Hoje, o programa dispõe de 33 remédios fitoterápicos e seis tipos de chás (de guaco, camomila, funcho, quebra-pedra, capim-limão e cavalinha – distribuídos em embalagens de 30g).
  A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente as plantas medicinais para finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico em 1978. Dados da OMS, indicam que 80% da população de países em desenvolvimento usam práticas tradicionais na atenção primária. Desse total, 85% usam plantas medicinais (in natura ou preparações). (M.O)

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