A agricultura de precisão atua em diversas frentes e não só na preparação do solo. Na fazenda do produtor Eduardo Alberto Fernandes, em Astorga, o controle de pragas e doenças por meio da pulverização é totalmente automatizado. O agricultor salienta que a aplicação dos defensivos agrícolas é monitorada por meio de um GPS inserido em uma máquina de alta tecnologia, com sensores que identificam por onde o pulverizador já passou, cortando de forma automática o fluxo do produto. Além disso, a dosagem aplicada é regulada automaticamente para que toda a planta seja coberta pelo produto, aumentando sua imunidade.
Essa tecnologia, acrescenta o produtor, evita desperdícios e danos ao meio ambiente. "Os custos com o tratamento de solo com a inclusão da agricultura de precisão não mudam. Mas os altos preços dos equipamentos podem inibir a adesão a essa tecnologia" revela Fernandes. "Vale a pena investir porque o retorno é satisfatório". Prova disso, são as vagens bem cheias e os grãos pesados registrados nas últimas safras.
Fernandes recomenda aos produtores que pretendem investir em agricultura de precisão que busquem um apoio técnico, além de aplicar em equipamentos e logística diferenciada. Francis Stefano de Magalhães, agrônomo da Integrada, acrescenta que no começo os produtores ficam receosos com a novidade, mas afirma que os benefícios vêm com o tempo.

Pioneiro
A fazenda de Fernandes em Astorga é a primeira no Paraná a contar com um sistema de monitoramento de área por fotos aéreas na cultura do milho. Por meio de uma câmera que capta imagens em infravermelho, acoplada em um avião não tripulado, todos os talhões estão sendo fotografados e encaminhados para um software instalado em um computador da fazenda. Esse sistema, explica Francis, pode dar ao produtor uma noção real das áreas que estão se desenvolvendo melhor daquelas que estão sendo afetadas por uma doença ou praga. (R.M.)

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