Pós-colheita também preocupa Faep
Se de um lado os produtores de pequeno e médio porte têm dificuldade em diminuir as perdas com a colheita, por outro, no Paraná, existem produtores tecnificados o suficiente para utilizar de todos os mecanismos possíveis para aumentar a rentabilidade da propriedade.
O assessor técnico e econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, relata que a preocupação com a colheita já começa no momento da escolha de qual variedade o agricultor irá plantar. "Estar com a máquina devidamente regulada e fazer um teste inicial do equipamento é o básico. O produtor também deve ficar atento, porque muitas vezes é um operador que irá executar o trabalho, mesmo em propriedades menores. A atenção está nos mínimos detalhes. Nada como o olho do dono para engordar a vaca, como diz um antigo ditado popular", brinca.
Apesar dos cuidados para diminuir as perdas no momento da colheita, a Faep tem uma preocupação em proporções ainda maiores. É a perda do pós-colheita, que envolve o transporte e a armazenagem dos grãos, processo ligado mais à área de logística. Segundo o assessor da entidade, ainda não é possível mensurar o tamanho desta perda no Estado ou em qualquer região do mundo. "O grau de perda é grande, mas não temos isso quantificado. A partir do momento que se carrega o caminhão, passando pela armazenagem até chegar à indústria ou ao porto, são muitas etapas. Já cansei de ver caminhões nas estradas do Paraná despejando soja por aí", relata.
Depois de alguns estudos contratados junto ao Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Grupo Esalq-Log), Hanke comenta que ainda não se chegou a um número acerca desta discussão. "Provavelmente vamos contratá-los novamente no ano que vem e fazer um grande trabalho em cima deste tema tão importante", prevê. (V.L.)





