Há sinais de que os primeiros pães foram assados sete mil anos antes da Era Cristã. Conta a indústria, que os gregos levaram os primeiros pães para a Europa, mas os primeiros padeiros surgiram em Roma. Hoje, o pão é consumido de várias formas e, de acordo com as preferências, em todas as refeições do dia.
No Brasil, a comercialização de pães começou no Século 19. Antes, a fabricação seguia um ritual próprio, com cerimônias, cruzes nas massas, ensalmos (benzeduras, bruxedos, feitiçarias para a massa crescer, diz o Novo Aurélio), ensalmos para afofar e dourar a crosta, principalmente dos pães assados em casa. Mas, foram os imigrantes italianos, instalados em Minas Gerais, que fizeram da fabricação do pão uma atividade comercial.
Consumido em quantidades adequadas, o pão não contribui para o ganho excessivo de peso e não é fonte de colesterol. É um alimento altamente energético, fonte essencial de cereais e de açúcares.
Muito apreciado por crianças, jovens e adolescentes, principalmente na versão sanduíche, ou seja, quando combinado com queijo, presunto, carne, manteiga, tomate, ovos e outras misturas.
Análises nutricionais do pão francês revelaram que dois pães diários na alimentação de uma criança com quatro a seis anos de idade, representam 36,7% das necessidades de proteínas, 25,8% das nessidades de tiamina e 7,5% das necessidades de ferro no organismo.
No Brasil, a forma mais conhecida de pão é o ‘‘francês’’, mas é incalculável o número de maneiras que se tem para o preparo desse alimento. Prova disso é que a variedade das receitas começa pela escolha do tipo de farinha de trigo com mais de 12% de proteína de glúten. Já a farinha de centeio, que contém uma quantidade pequena de proteína de glúten, pode ser usada para preparar pães escuros. Há também pães e broas à base de farinha de milho, ou farinha grossa de milho.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria, o pão é responsável por 30% da dieta do brasileiro. Os últimos números da panificação são do ano passado e revelam que cada brasileiro consome, em média, 28 quilos de pães por ano. Considerando a média de 50 gramas por pão francês, ele pesa 50 gramas cada. Então, o brasileiro consumiu no ano passado 560 pães.
Mas, entidades de saúde mundiais, como a OMS, consideram que o consumo mundial, por pessoa, deveria ser de 60 quilos, o que representa 1.200 pães franceses por ano. O país europeu com maior consumo anual de pães por pessoa é a Alemanha, com 87 quilos de consumo. Na América Latina, é o Chile, 93 quilos.

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