Porcos também correm risco de infecção
Apesar de infectar mais bovinos, outros animais como porcos, cabras e ovelhas também são suscetíveis à febre aftosa. Por isso, a Rússia embargou também a importação de carne suína proveniente do Mato Grosso do Sul.
Se o foco da doença for confirmado no Paraná, a exportação paranaense pode ficar comprometida. A Rússia é o principal importador de carne suína brasileira, e o Paraná, um dos maiores produtores. Só no ano passado, o Estado enviou para o exterior 61 mil toneladas do produto 13% da exportação do país.
Caso haja a confirmação, acredito que a Rússia deve embargar também a carne suína parana-ense, afirma o presidente-executivo da Associação Brasileira de Indústria Produtora e Exportadora de Suínos (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. Porém, Camargo prevê um reflexo pequeno para a exportação da categoria, que deve chegar a US$ 1 bilhão. A situação da febre aftosa no Paraná está aparentemente sob controle. O Estado continua livre da doença. O que existe hoje são apenas alguns animais com suspeita de infecção.
Diferentemente dos bois, os suínos não são vacinados contra a doença, o que os tornaria mais propensos à infecção. Mas, segundo Romeu Royer, vice-presidente da Associação Paranaense de Suinocultura, as medidas de segurança das granjas de porcos já são bastante rigorosas. A granja não é um local de visita. Por isso, estamos seguindo as medidas de sempre, apenas reforçando a recomendação de não permitir a entrada de estranhos, afirma.
Royer explica que, para entrar em uma granja, o funcionário precisa antes tomar banho e desinfectar roupas e calçados. Além disso, deve respeitar um vazio sanitário de três dias ou seja, ficar longe do contato com outra propriedade ou animais durante 72 horas. Veículos que transportam os animais também são desinfectados. (A.I.)





