A sustentabilidade é um assunto que permeia o agronegócio nacional. Muitos produtores têm consciência de que precisam produzir com responsabilidade, mas nem sempre sabem como fazê-lo. Ações simples, como o uso responsável de defensivos agrícolas, respeito às Áreas de Proteção Permente (APP), uso correto da terra e, principalmente, a diversificação da atividade são práticas que podem ser facilmente adotadas nas lavouras e que ao mesmo tempo contribuem para melhorar a renda do produtor e ajudam a diminuir os impactos ambientais.
É nesse contexto que a 14 Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial da Região de Cornélio Procópio (Expocop 2011), que ocorre entre os dias 6 e 11 de setembro, vai trabalhar. Com o tema: ''Desafios e Oportunidades para uma Produção Sustentável'', o evento foca nos benefícios que a diversificação de culturas pode trazer para a propriedade e, ao mesmo tempo, a sua contribuição para uma prática sustentável.
José Roberto Hofig Hamos, presidente da Sociedade Rural da Região de Cornélio Procópio, revela que o tema deste ano foi embasado nas dificuldades dos produtores em obter essas informações. Ele acrescenta que, além de palestras técnicas, temas relevantes como o código florestal, sustentabilidade e integração lavoura-pecuária-floresta deverão pautar esse encontro.
Paulo Paiva, coordenador da agenda técnica da Expocop 2011, anuncia que o evento foca a produção economicamente viável. Hoje, segundo ele, a monocultura gera riscos para o produtor. ''O desafio que propomos neste ano se refere a como o produtor pode sair de uma só produção e quais opções ele encontra para produzir com segurança e sustentabilidade'', explica.
A sustentabilidade, segundo Paiva, se baseia no tripé: econômico, social e ambiental. Para ele, a diversificação de cultura em uma propriedade traz estabilidade econômica. E cita a safra de milho safrinha no Paraná, que foi atingida pelas geadas. Segundo ele, se esse mesmo produtor tivesse outras culturas, o prejuízo seria menor.
Contudo, Paiva alerta que o processo de diversificação deve ser aplicado aos poucos. ''Demora anos para se implantar um sistema de produção diversificada em uma propriedade. Na Expocop, mostraremos quais as opções que estão disponíveis para a região e de que forma o produtor pode adotá-las'', destaca. O coordenador das palestras acrescenta que esse método fomenta o tripé da sustentabilidade. Isso, segundo ele, porque garante a renda do produtor, gera empregos e incentiva a preservação ambiental.
O presidente da Sociedade Rural de Cornélio, reforça que o setor tem que levantar a bandeira da sustentabilidade, mas sem perder o foco na produção. Segundo Hamos, um dos maiores desafios é conscientizar o produtor de que ele deve ser o gestor da sustentabilidade em sua propriedade, ou seja, saber preservar e aumentar e diversificar a sua produção. ''Aplicando uma produção responsável, o agricultor pode expandir a oportunidade de seus negócios.
O presidente da Rural destaca que grande parte dos produtores desconhece a importância da sustentabilidade para o seu negócio. Segundo Hamos, falta informação a esses produtores. Nesta edição, além de levar o entretenimento à população, a Expocop será uma prestadora de serviços para aqueles que quiserem sobreviver no agronegócio. ''Vamos mostrar na feira que o produtor tem uma boa margem de retorno com uma produção sustentável diversificada'', assinala Hamos. Ele completa que o mercado já fechou as portas para aqueles que ainda não produzem de forma sustentável.

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