Este ano, a produção de mangas não foi a esperada. O clima prejudicou as plantas, que deverão render menos de 100 caixas da fruta, conforme calcula Pedro Ito, produtor em Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio). No total, ele cultiva 300 pés das variedades Palmer, Tommy Atkins e Haden em espaçamento 8 metros entrelinhas x 6 metros entre plantas.
O engenheiro agrônomo Renzo Gorreta Hugo, consultor em fruticultura e agricultura orgânica, explica que a escolha de três variedades permite ao produtor abastecer o mercado em diferentes épocas do ano. A variedade Palmer é colhida entre fevereiro e março e as variedades Tommy Atkins e Haden estão prontas para a colheita em dezembro.
Se a manga não foi bem, contudo, restam outras opções. Na propriedade de 90 hectares, Pedro Ito cultiva cebola, alho, gengibre, banana, macadâmia, noz-pecã, abacate, manga, lichia, pêra japonesa, jabuticaba, pupunha, inhame, verduras diversas, além das culturas tradicionais como café, soja, milho e trigo. ''Aqui não fico à toa nem quando chove. Aliás, quando cai água largo as grandes culturas e vou trabalhar na cebola, no alho e no resto das plantações'', brinca.
Com o dinheiro dos pequenos cultivos, Ito paga os empregados e as demais despesas do sítio. Toda a produção é vendida no mercado regional entre Cornélio Procópio e Uraí e também na Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina.
As primeiras mangueiras de sua propriedade foram implantadas entre os abacateiros, há sete anos. ''Os abacates estavam morrendo, então resolvi substituí-los por mangas'', diz.
O diferencial da manga, em relação às outras culturas, está no fácil manejo, ressalta Renzo Hugo. A cultura requer apenas uma adubação de base e até quatro aplicações de um combinado de fungicida e inseticida para se desenvolver com sucesso. Doenças como oídio e antracnose podem comprometer o bom andamento do pomar, mas não são fatores limitantes. ''O clima limita muito mais a produção'', assinala.
Segundo o agrônomo, nesta safra, por exemplo, as oscilações de temperatura e precipitação contribuiram para a diminuição da produção frutífera em todo o Estado. Ele explica que a manga precisa de chuva no florescimento e no pegamento dos frutos, que acontece entre agosto e setembro.

Serviço Produtores interessados no cultivo de frutas diversas podem obter mais informações com o engenheiro agrônomo Renzo Gorreta Hugo pelo telefone (43) 9135-2228.

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