População terá qualidade de vida
Proporcionar condições de sobrevivência, gerando renda e melhoria na qualidade de vida de pequenos agricultores é o principal ganho da Usina de Pasteurização e Transformação de Leite, que está sendo implantada em Ibiporã. A unidade é resultado da mobilização de agricultores, que até agora não têm condições de entregar a pequena produção na indústria. Com a proibição da venda direta, determinada pela Instrução Normativa 51, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de 2002, os produtores ficaram sem alternativa para comercializar o leite.
O primeiro passo para a concretização da usina foi a assinatura de um convênio entre a Secretaria da Ciência e Tecnologia e a prefeitura de Ibiporã, que vai destinar R$ 250 mil para a construção e compra de equipamentos. O município fez a doação do terreno, que tem área de 10 mil metros quadrados. São parceiros do projeto o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Associação dos Produtores de Leite de Ibiporã, Emater e Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Esta iniciativa poderá melhorar, e muito, a vida dessas pessoas, atesta Israel Pifer Tomazi, presidente da associação que representa 28 produtores. São famílias que produzem de 20 a 50 litros de leite por dia e não têm qualquer condição de atender a IN 51, afirma.
De acordo com o presidente da entidade, a mobilização tinha, no início, o objetivo de viabilizar a instalação de tanques de resfriamento comunitário para armazenar o leite até o transporte ao laticínio. Porém, a iniciativa foi além e resultou na usina, que vai atender produtores de Ibiporã e Jataizinho.
A organização possibilitou o envolvimento da UEL, que presta assistência aos produtores. Por meio da parceria, os produtores começaram a fazer o controle de doenças como brucelose e tuberculose. Em algumas propriedades a sanidade dos animais está praticamente zerada e outras caminham para isso, diz Tomazi.
A assistência da UEL e Emater colabora com a melhoria das condições de trabalho na propriedade. Os produtores são orientados a fazer a ordenha adequadamente, diz o presidente. Segundo ele, mais de 90% dos produtores fazem ordenha manual. O diretor de Agricultura da secretaria municipal, Tomás Falkowski, afirma que a participação da UEL possibilita atingir o padrão de qualidade do rebanho e da produção.
Falkowski destaca também a parceria com o Iapar, que fornece informações e orientações sobre alimentação animal. A Emater atua no processo de organização dos produtores. A prefeitura fez a doação do terreno e viabiliza o projeto através dos convênios entre as instituições, afirma. (R.C.)





