Ponto de torra ideal: marrom chocolate
A técnica da Emater Joana D'Arc Teixeira de Faria, mais que a assistência agrônomica ao cultivo dos cafeeiros, especializou-se também na classificação e degustação do café. ''Queria entender melhor esse mercado, as diferenças de bebida, os tipos de grãos'', justifica.
Para muitos, o papel dos corretores e das diversas avaliações do grão era motivo de desconfiança. ''O produtor entende da cultura da porteira para dentro'', diz Joana. Ela, então, partiu também para a capacitação dos produtores organizando palestras com agentes desse mercado. ''Há bons compradores e os que gostam de levar vantagem. Mas, de forma geral, eles aumentam as opções de venda, permitem que o produtor forme uma opinião de comercialização'', avalia.
Joana está na região há 16 anos e lista os benefícios do clima para a qualidade do café produzido ali. ''A altitude e a latidude da região promovem temperaturas mais amenas, com isso, o café demora mais tempo para se desenvolver, assimilando melhor o corpo e a suavidade da bebida. Café suave é aquele que não agride a boca'', ensina.
O ponto de torra, segundo ela, é outro fator que não pode ser deprezado quando se quer uma bebida de qualidade. ''Café preto, de sabor muito amargo é sinal que do grão só sobrou a cinza. O ponto ideal de torra é o marrom chocolate'', ensina. Para não perder o ponto, a degustadora dá a dica: ''Quando o café já está bem aloirado é melhor tirá-lo do torrador, despejá-lo numa bacia e acompanhar o processo, mexendo algumas vezes. O calor dos grãos é suficiente para dar o acabamento''. (C.G.)





