As doenças mais preocupantes como a morte súbita e o greening ainda não foram registradas no Paraná. De acordo com Benno Roes, chefe do departamento de fruticultura da Corol, os pomares estão sadios, enfrentando apenas as doenças e pragas corriqueiras da cultura, como ácaro da leprose, cochonilhas, doenças de raiz e mosca das frutas.
No entanto, Roes acredita ser apenas uma questão de tempo até o greening chegar ao Estado. Originária da China, a doença é de difícil controle e hoje afeta seriamente a produção de citros na Ásia e na África. No Brasil, o primeiro registro da doença ocorreu em março de 2004, em pomares de São Paulo.
Causado por uma bactéria, o greening provoca manchas amareladas nas folhas da laranjeira. A transmissão é feita por um inseto, mas também pode ocorrer por mudas infectadas. ''Para monitorar a doença, realizamos observações em campo, além de aplicações de inseticidas para controlar o inseto vetor'', diz Roes.
A aquisição de mudas sadias, produzidas em viveiros protegidos e que sigam a legislação fitossanitária, e a eliminação de plantas doentes assim que apresentarem os primeiros sintomas também são medidas fundamentais para a proteção dos pomares.
''No caso da morte súbita, a probabilidade de infestação é menor, já que a doença não se alastrou nem no estado de São Paulo, onde a ocorrência ficou restrita à região Norte do Estado'', completa o chefe da Corol.
Depois de 30 anos sem cultivar laranjas, o Paraná retomou a produção, graças a existência de variedades resistentes ao cancro cítrico. O Estado, em parceria com o Mapa, monitora a produção. (M.G.)

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