O relatório da Qualidade das Águas da Bacia Hidrográfica do Alto Iguaçu (1987-2010) conclui que os rios da bacia estão em más condições de qualidade. Segundo o relatório, o quadro deve-se, principalmente, a alta densidade populacional e ao passivo ambiental causado pela falta de investimentos em coleta e tratamento de efluentes domésticos.
Apenas 59,3% da população urbana da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) possui sistema de coleta de esgoto. No entanto, o relatório aponta que estão sendo retomados investimentos em saneamento e que a política de gestão de recursos hídricos está se fortalecendo. Com base nisso, o órgão acredita em uma progressiva melhoria da qualidade da água da bacia. ''A tendência é de melhoria gradativa da qualidade da água'', avalia o diretor de Recursos Hídricos do Instituto das Águas do Paraná, Norberto Ramon.
Segundo ele, os rios da região de Londrina são considerados, em média, com boa qualidade. No entanto, ele lembra que alguns rios menores que passam dentro da cidade podem apresentar qualidade deteriorada. Já os rios da RMC são considerados com qualidade intermediária. ''Depende da quantidade de população aglomerada. Quanto maior a população, mais a qualidade cai'', esclarece Ramon.
De acordo com o diretor, o rio Belém, localizado em Curitiba, tem qualidade ruim. ''Por ser um rio urbano, recebe grande carga de efluentes. Já o rio Floriano, que fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu, é excelente'', exemplifica. Ramon revela que mesmo com tratamento, algum rio recebe cargas de efluentes. ''Algum rio sempre será penalizado para preservar a maioria dos demais. O mistério é decidir qual vai ser esse rio'', argumenta.
A rede de monitoramento da qualidade da água na Bacia do Alto Iguaçu - com área de 65.558 km2 - possui 74 estações de amostragem, mantidas pelo Instituto das Águas do Paraná, Agência Nacional de Águas (ANA), Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). As análises realizadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
O Índice de Qualidade das Águas (IQA) - que vai de zero a 100 - leva em consideração fatores como oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes fecais, temperatura, potencial hidrogeniônico (pH), nitrogênio total, fósforo total, sólidos totais e turbidez.(M.F.)

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