Em outubro do ano passado a Região Metropolitana de Londrina (RML) lançou um projeto com o objetivo de implatar um polo florícola que alavancasse a produção de flores do norte e noroeste do Estado. ''Mas não saiu do papel'', reclama Rosângela Takemura, presidente da Associação dos Floricultores do Norte e Noroeste do Paraná (Aflonorpa), que participou da elaboração do projeto.
''O governo não deu apoio para a implantação do centro de comercialização'', diz a presidente da entidade. A falta de um espaço para vendas, segundo ela é a principal dificuldade do setor e que impede a ampliação dos cultivos no Estado. ''O produtor não vai plantar se não tiver onde vender'', resume.
O centro de vendas deveria ter sido instalado na Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina. Todo o polo deveria beneficiar 200 produtores das duas regiões, facilitando ainda o acesso a linhas oficiais de crédito agrícola.
A coordenadora da RML, Elza Correa, afirma que o projeto inicial do polo, elaborado pela Secretaria de Obras da Prefeitura de Londrina, estimado em R$ 6 milhões foi considerado muito caro pela Secretária Estadual de Agricultura, responsável pela liberação dos recursos. Um projeto menor foi apresentado recentemente ao órgão estadual e já está aprovado e com recursos liberados, garante. A nova proposta, calculada em R$ 600 mil, prevê apenas a construção do central de comercialização na Ceasa. Nos próximos dias, Elza deve se reunir com a direção da Ceasa Londrina para programar o início das obras.
Estão previstos ainda cursos de capacitação a agricultores familiares e moradores de assentamentos. O projeto, segundo a coordenadora da RML, tem parceria com outras entidades como o Iapar, a Emater e universidades.(C.G.)

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