Fotos: Dorico da SilvaOrientaçãoFátima Paschoal Lima, de Bandeirantes, recomenda ao agricultor orientação técnica antes de formar um bananalOs agricultores Antônio Eugênio e Fátima Paschoal Pinto Lima apostaram na divisão de tarefas como forma de tornar a propriedade do casal, a Fazenda Macuquinho, localizada no município de Bandeirantes, mais rentável economicamente. Fátima ficou responsável pelo departamento de frutas; Antônio pela piscicultura e pelas lavouras de café adensado e de alfafa. ‘‘Cada um cuida do que mais gosta e foi tentando se aperfeiçoar na sua área’’, informa a agricultora. ‘‘É assim que estamos conseguindo diversificar a nossa produção e ganhar um pouco de dinheiro’’, acrescenta o agricultor.
A Fazenda Macuquinho, de 20 alqueires, fica no Bairro Água da Onça, a 10 quilômetros de Bandeirantes, ao lado do rio das Cinzas. É Fátima Paschoal Pinto Lima quem fala das plantações de banana-maçã e Antônio Eugênio do plantio de maracujá (doce e azedo).
‘‘A área plantada com banana-maçã ocupa dois alqueires da nossa propriedade’’, conta Fátima Paschoal. São mais de oito mil pés. Ela diz que a banana-maçã é uma cultura de verão, mas se for bem cuidada é possível ser colhida o ano inteiro, só que em escalas menores. O pico da safra ocorre entre os meses de novembro e março.
A banana-maçã produzida no Norte do Estado é considerada de boa qualidade e tem mercado garantido
CriatividadeFátima Paschoal conta que as mudas das bananas-maçãs foram feitas dentro da própria fazenda, com o acompanhamento de técnicos da Emater. ‘‘O aspecto positivo dessa cultura é que as nossas vendas são feitas em cidades próximas, com viagens curtas. Isto evita que as bananas se estraguem’’, acredita a agricultora.
Segundo ela, o produtor do Norte do Paraná tende a levar vantagem em relação aos de outros Estados, como Mato Grosso do Sul, cujo tempo de viagem acaba por prejudicar a qualidade da banana-maçã. ‘‘O nosso produtor tem um mercado garantido’’, salienta Fátima Paschoal. ‘‘Mas é necessário que o produtor procure uma orientação técnica, como da Emater, antes de plantar, para não ter dor-de-cabeça no futuro’’, recomenda.
Pragas não assustamFátima Paschoal Pinto Lima explica que o agricultor não deve se preocupar apenas com o mal-de-panamá, mas também com as geadas, que empedram as bananas-maçãs. A técnica utilizada por ela na Fazenda Macuquinho para enfrentar possíveis pragas, como o mal-de-panamá, é mudar de lugar com as lavouras, sempre que surgir os primeiros sinais da doença.
‘‘Nesse caso, formamos novos bananais, mas só com mudas sadias’’, ensina a agricultora. ‘‘Para evitar a ação mais radical das geadas, nós evitamos capinar os bananais na época do inverno’’, diz Fátima Paschoal. Podas e adubações são feitas até quatro vezes por ano. A banana produzida na Fazenda Macuquinho é comercializada em Londrina, Cornélio Procópio e Bandeirantes.
Quinzenalmente, são colhidos 1.200 quilos de banana-maçã na propriedade do casal Fátima Paschoal e Antônio Eugênio. Dos mais de oito mil pés plantados, dois mil estão em fase de produção. O quilo está sendo vendido a R$ 0,70. Uma caixa, contendo 22 quilos, está cotada em R$ 15,40.
A agricultora Fátima Paschoal afirma que na, última safra, faturou R$ 4.000,00 com a comercialização de um hectare de banana-maçã. ‘‘A nossa meta é dobrar e até triplicar esse faturamento’’, espera. O segredo para atingir essa meta é simples, segundo ela: ‘‘Basta apenas dar atendimento satisfatório ao cliente, ir lá pessoalmente para saber se a banana-maçã que estamos vendendo não é amarga, se é de boa qualidade.’’
O escritório regional da Emater em Londrina ainda não tem um levantamento exato da área e de quantos produtores de bananas existem no Norte do Paraná. Só na região de Cornélio Procópio aproximadamente 40 hectares estão ocupados por bananais. A Emater estima que é possível colher entre 12 e 15 toneladas de banana-maçã por hectare.

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