O preço da cana-de-açúcar básica de campo tem se mantido estável no Paraná desde o início da colheita da safra atual, em abril. O mesmo tem ocorrido com os valores pagos pela cana básica de esteira, que é entregue pelo produtor à indústria. Para o presidente do Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado do Paraná (Consecana), Paulo Sidney Zambon, ''o mercado está ótimo para a cadeia produtiva''.
Ele explica que com o aumento da demanda por álcool, tanto no mercado interno quanto no mercado externo a tendência é de falta de matéria-prima para a indústria até o final do ano. No País, o aumento no consumo deve-se ao crescimento das vendas dos carros tipo flex, estimulado pela queda nos preços do álcool nas bombas. Já as exportações, os números só em julho, estão chegando a 500 milhões de litros de álcool.
O clima deverá comprometer a produção nacional, estimada em 430 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. ''Está prevista para o final da safra uma queda de 10 milhões de toneladas'', calcula Zambon. Segundo ele, a seca nos estados do Sul e as chuvas nas lavouras cariocas e baianas são as principais razões do decréscimo na produção.
Ainda de acordo com o presidente do Consecana, neste início de safra, a produção brasileira de açúcar e álcool tem se mantido estável, resultando também na estabilidade dos preços da matéria-prima no campo. ''Mas se falta cana, o preço certamente subirá para o produtor.''
A última reunião do Conseleite, realizada no dia 28 de julho, na Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar), em Maringá, projetou uma leve queda de apenas 0,76% nos preços pagos pela cana-de-açúcar aos produtores no mês passado.
O preço da cana básica de campo, que é retirada pelas usinas ou destilarias diretamente da propriedade rural, ficou cotado em R$ 36,58 a tonelada (t) para julho. No mês anterior, a projeção havia sido definida em R$ 36,86/t.
Já para a cana básica de esteira o conselho projetou o preço de R$ 40,86/t para julho. Em junho esse valor era de R$ 41,17/t. As matérias-primas comercializadas com acréscimo de PIS/Confins foram cotadas a R$ 37,97/t para a cana básica de campo e R$ 42,41/t para a cana básica de esteira, em julho. Em junho a cotação era R$ 38,26/t e R$ 42,73/t, respectivamente.

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