Poda e clima definem meses de produção
O ciclo da parreira estende-se por três a quatro meses e é estipulado pela época em que ocorre a poda das plantas e pelas condições climáticas, explica a engenheira agrônoma da Emater de Marialva, Silvia Capelari. ''Não é preciso utilizar variedades especiais de uvas para a produção de entressafra, as podas definem o período de colheita'', garante. Esse controle da colheita nos parreirais permite que o produtor tenha mais rendimentos com a venda por preços melhores quando a oferta do produto é baixa.
Silvia afirma que os meses de abril e novembro garantem melhores preços para as uvas finas de mesa. ''A safra paranaense está começando e a produção paulista ainda não chegou ao mercado local'' justifica. O município é responsável por quase metade da produção de uva de mesa do Estado, e a primeira colheita do ano já está praticamente encerrada. O preço que chegou a R$ 0,90 no pico da safra no último mês de maio, está em R$ 1,80 agora por causa da escassez do produto na região.
Em Marialva os agricultores investem nas qualidades rubi, benitaca, brasil e itália. Silvia, entretanto, alerta que apesar dos bons preços de mercado, a opção por organizar a produção para os meses de entressafra oferece riscos. ''É preciso considerar o risco de eventuais problemas climáticos atingirem a lavoura. A orientação é que a poda ocorra depois do dia 15 de julho quando os riscos de geada são menores'', afirma. Silvia esclarece que a ocorrência de uma geada em parreirais já podados pode provocar a queima das gemas. ''A recuperação da parreira é possível com uma nova poda mas isso interfer no ciclo da parreira, promovendo um atraso na produção''. (J.W.)





