O presidente da Cooperativa de Criadores de Avestruz de Londrina (Coontruz), Giono Koyashiki, explica que do avestruz se aproveita praticamente tudo. A carne; os bicos e unhas, para a fabricação de botões e adornos; o couro para produção de calçados, bolsas, cintos e outros acessórios (é o segundo couro mais caro do mundo perdendo apenas para o de jacaré); as plumas são utilizadas principalmente para a indústria do Carnaval e fabricantes de espanadores; a gordura para a indústria de cosméticos.
Para a carne, segundo Koyashiki, existe uma demanda no mercado externo que ainda não pode ser atendida devido à reduzida população de aves no País (cerca de 60 mil). Isso tem levado os produtores a priorizarem a atuação no mercado de aves vivas. ''Só a Itália, solicita cerca de uma tonelada de carne por semana'', exemplifica. Koyashiki conta ainda que a falta de aves eleva o preço do produto para o consumidor final, que chega a pagar R$ 70,00 por quilo. A ave pode ser abatida no primeiro ano de vida, quando atinge o peso médio de 110 quilos. Koyashiki garante que o avestruz tem uma alta conversão alimentar, para cada 3,9 quilos de alimento ganha 1 quilo. ''É praticamente um quilo de peso a cada três dias'', reforça.
Comparada à carne de outros animais, o avestruz, de acordo com Koyashiki, tem índices reduzidos de calorias, colesterol e gordura. Por isso, o seu consumo é recomendado por cardiologistas brasileiros e americanos. Um avestruz rende 35 quilos de carne.
Segundo informações do grupo Aravestruz, de Araçatuba (SP), cada fêmea rende 15 filhotes por ano e reproduz dos dois aos trinta anos de idade. O índice de fertilidade é de 85 a 90%. O retorno do capital inicial investido costuma ocorrer em um prazo de três anos. Ainda de acordo com a empresa, a receita bruta apurada pelo criador que dispõe de 20 casais é de R$ 240 mil por ano, em média. A margem de lucro é de 30%.®MD77¯ (C.G.) ®MDNM¯

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