Plataforma digital para ranicultores e interessados
Apesar de ser muito promissora, a ranicultura ainda inicia a caminhada no País e quem se interessa precisa estar disposto a buscar informações de todas as formas. Ciente da importância deste trabalho, a Embrapa Agroindústria de Alimentos e Universidade Federal do Paraná (UFPR) lançaram este ano o site Ranicultura em Rede, uma plataforma digital que busca compartilhar conhecimentos tecnológicos, troca de experiências e informações de negócios para os integrantes da cadeia produtiva de criação de rãs.
A Rede de Ranicultura foi criada em 2010 e atualmente conta com mais de 330 pesquisadores, extensionistas, fornecedores de insumos e serviços, produtores, comerciantes e consumidores na lista de discussão por e-mail. Aliado a isso, os realizadores do trabalho também montaram um grupo no Facebook, chamado "Ranicultura", que já possui 505 membros do Brasil e outros países da América Latina, como Chile, Peru, México e até Europa. Lá o pessoal troca informações, tira dúvida sobre onde adquirir animais, técnicas de manejo e solução de problemas que por ventura surjam ao longo do trabalho.
O professor da UFPR e cogestor da Rede, André Muniz, explica que a ideia é manter a página sempre atualizada e com informações confiáveis. "Além disso, vamos constituir uma espécie de ponto de encontro para interligar pessoas que possam se unir em prol do desenvolvimento pessoal e profissional, atuando como uma rede cooperativa".
O pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos e também cogestor da rede, André Cribb, explica que as ações iniciaram em 2010 e lá atrás já se percebeu a dificuldade de se encontrar informações sobre a ranicultura, tanto tecnológicas, como de mercado ou gerenciais. "A cadeia ainda não tem tradição familiar no País. Existem novos produtores que buscam ingressar no trabalho mas encontram dificuldades pela falta de conhecimento e pessoas especializadas para ajudar".
Neste seis anos, foram formados 48 agentes multiplicadores para potencializar a ranicultura. Também foram treinados produtores para que se buscasse um padrão acerca das tecnologias utilizadas. "O perfil dos nossos ranicultores ainda é de pessoas aposentadas ou que buscam na atividade uma forma para complementar a renda. Ela não é uma atividade muito exigente e o ranário não precisa ser grande", relata Cribb.
Outro desafio, segundo o pesquisador, está no fato de a ração utilizada pelas rãs serem de peixe, ou seja, não há um alimento específico. Cribb explica que as demandas fisiológicas do animais são diferentes. "A ração utilizada pode gerar problemas de doenças e deformação física. Infelizmente, ainda será difícil encontrar uma empresa que possa investir em alimento para rã, pois não há produtores suficiente que possam gerar um retorno para esse investimento. Na situação de hoje, precisamos de políticas públicas que incentivem um fornecimento de uma ração de qualidade por um certo tempo. O Estado poderia nos auxiliar neste sentido". (V.L.)
SERVIÇO
É possível solicitar cadastramento para se integrar à Rede, acessar notícias, eventos e informações relacionadas à cadeia ranícola pelo endereço: http:
anicultura.ctaa.embrapa.br. No grupo do Facebook, basta digitar "Ranicultura" na barra de busca.





