O agricultor Martin Heiser plantou este ano apenas 25 ha de cevada contra os 100 ha que cultivou no ano passado. A redução de área de cultivo, segundo ele, se deu ao custo da lavoura, ''que é alto por exigir uso de adubos e outros insumos e ainda é bastante sensível a problemas climáticos.'' Não adianta, na opinião do produtor plantar muito na espera de bons preços. ''A cevada, atrelada o dólar como o trigo, tinha bons indícios de render bem este ano, mas tem também alto custo.''
Heiser conseguiu uma produtividade abaixo do esperado nesta safra: média de 2.400 kg/ha, mas obteve boa classificação na indústria e vendeu por R$ 560 a tonelada. ''Minha lavoura, plantada mais tarde este ano pegou geada, granizo e depois chuva na colheita, o que depreciou a qualidade dos grãos. Mas, no geral não dá para se queixar já que teve produtor que não conseguiu colher nada e até já plantou soja em cima''.
Segundo Heiser a lucratividade com a cevada ficou em 30% nesta safra. Mesmo contente com os rendimentos da agricultura Stecher não pensa em novos investimentos ''por enquanto.'' Quer se recuperar da ''crise com suinocultura'', outra atividade da fazenda. Além do preço do milho, que representa 70% dos custos com alimentação dos suínos, o consumo do produto, de acordo com o agricultor não reage, o que provoca uma crise cada vez mais no setor. ''O dinheiro que a cevada rendeu, mais o milho e soja plantados no verão, vão servir para equilibrar as contas da suinocultura.''

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