Iniciado em 1997, o projeto que visava levar a soja para a região do Arenito Caiuá, é o responsável pelo maior crescimento da lavoura no Estado. Só na Cocamar, dos 26% de aumento da área de plantio da cultura, 98% é na região do arenito, que compreende Umuarama, Cianorte, Paranavaí, Nova Esperança e demais municípios na região do Rio Paranapanema, na divisa com São Paulo.
No município de Floresta (25 quilômetros de Maringá), de 20 a 30% dos produtores já iniciaram o plantio da soja, aproveitando a umidade do solo com a chuva do último final de semana.
De acordo com o gerente da Cocamar, José Roberto Gomes, tradicionalmente, os produtores de Floresta adiantam o plantio com o objetivo de garantir o cultivo do milho safrinha também antecipado, evitando os riscos de produção no período mais intenso do inverno. Conforme Gomes, mesmo no início do período de plantio, a maioria dos produtores está otimista com a próxima safra, esperando somente que o tempo também venha contribuir para o desenvolvimento da cultura.
Para um dos maiores produtores de soja da região, Antonio Pedrini, as chuvas neste período de plantio são fundamentais para deixar o solo com a umidade necessária ao bom desenvolvimento da semente. Embora tenha criticado o aumento do custo de produção, principalmente do adubo, Pedrini acredita que a soja é o melhor produto para os agricultores. ''É o produto que nos dá mais segurança e que faz a gente plantar sabendo que vai ter um pouco de lucro'', disse.
De acordo com levantamento da Cocamar, os custos de produção da soja da safra 2002/2003 para a safra 2003/2004 sofreu um acréscimo de 27,96%. Na safra passada para cada hectare plantado o custo foi de R$ 548,48 e este ano de R$ 798,48. O custo de produção do milho também teve uma variação semelhante. Subiu 25,24%, passando de R$ 701,82 para R$ 999,98. (L.P.).

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