Plantio sequencial
O cultivo do milho durante quase todo o ano, segundo o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Antonio Carlos Gerage, colaborou para que o número de doenças da cultura também aumentasse. O milho é plantado de agosto até abril, na safra e na entressafra. Em situação favorável de umidade e temperatura aumenta a tendência de ocorrerem doenças foliares e a podridão de colmo. Para essas doenças, segundo Gerage, não é indicado o controle. A recomendação é buscar, na hora do plantio, cultivares ou híbridos de maior resistência.
Podem ocorrer também a ferrugem, a helmintosporiose e a mancha-de-phaecosphaeria, que serão evitadas a partir do uso de cultivares e híbridos mais resistentes. Para estas doenças também não há possibilidade de controle, porque fica antieconômico. Normalmente aparecem no final do ciclo, quando não é mais indicada uma pulverização, mas prejudicam a qualidade do produto.
O ciclo de produção se completa, lembra o pesquisador, com uma mudança de mentalidade para agricultores e compradores do milho no que diz respeito à qualidade do produto. O mercado consumidor tem dado maior ênfase à qualidade do milho. Não se deve mais produzir milho em quantidade, mas com qualidade. E, depois de todos os cuidados, é a vez de rezar para que o clima fique do lado do produtor. Ideal é ter chuvas para uma boa instalação da lavoura e depois um equilíbrio no índice pluviométrico, para o desenvolvimento das plantas.
A qualidade, reforça o pesquisador, é conseguida a partir da escolha de cultivares; os cuidados com manejo da cultura, colheita no ponto correto e o manuseio do produto no pós-colheita.(C.B.)





