Para introduzir o cultivo de soja no arenito, agricultores e técnicos basearam-se apenas nos resultados obtidos em regiões de solo arenoso, embora diferente do arenito-caiuá predominante no Noroeste do Paraná. Para evitar a erosão - o maior problema do arenito -, os agricultores adotaram o plantio direto. No inverno plantam milheto, forrageira que depois é dessecada para a soja ser semeada na palha seca. Os sojicultores do arenito também estão seguindo outras práticas necessárias à conservação do solo, como o terraceamento.
No início, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) não recomendava o plantio de soja no arenito. O solo é muito frágil e culturas periódicas e mecanizadas podem agravar os problemas de erosão. Entretanto, diante do interesse dos sojicultores no arenito, o Instituto elaborou estudo, recomendando o plantio como alternativa de reforma de pastagens e ‘‘observação rigososa das técnicas de conservação’’.
O custo de produção é alto no primeiro plantio, equivalente a 33 sacas por hectare. Isto porque exige destoca, construção de curvas de nível, preparo, calagem e adubação. Mesmo assim, a produtividade cobre os gastos.
Do segundo plantio em diante a lucratividade fica entre 20% e 30%, de acordo com os cálculos de Edson Bastos.(V.M.)

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