Plantio direto
O cultivo de soja no arenito, para a reforma de pastagens, requer o uso de tecnologia para evitar erosão. O agrônomo José Eduardo Missawa explica que a composição do solo de areia é muito diferente do solo roxo, e o primeiro passo para evitar a degradação é o plantio direto. O produtor tem que ser profissional, mobilizar a terra de forma racional, diz. O preparo do solo para a entrada da soja começa entre o outono e o inverno, período de pouca chuva, o que ajuda a evitar o escorrimento da terra.
O recomendado é que o pecuarista arrende parte da propriedade para um agricultor que domine as técnicas da cultura. A Cocamar tem um programa de arrendamento dentro do projeto de reforma de pastagens, e cadastra agricultores e criadores interessados. O contrato mínimo é de cinco anos, período que vai garantir um retorno financeiro e da fertilidade necessária para a pastagem renovada. No início o processo tem um custo alto, mas o retorno é garantido, diz Missawa.
O indicado, segundo ele, é que a propriedade tenha o pasto reformado por áreas, mantendo pelo menos três anos de lavoura para dois de pastagens. As variedades mais indicadas de semente são as de ciclo longo, que apresentam uma tolerância maior ao veranico. O ataque de pragas é maior, por causa da temperatura mais alta e do ciclo da planta. A incidência, no entanto, vai depender das condições da lavoura. Mas são raras as doenças fúngicas, devido à baixa umidade. O controle de ervas, que segundo Missawa tem um custo aproximado de 16 sacas por alqueire, tende a sofrer uma redução a partir da entrada da soja transgênica. (M.Z.)





