Em meio a maturação e colheita da soja antecipada, a correria para o plantio do milho safrinha já acontece em diversas regiões do Estado, o que pode ser benéfico para a cultura, que aproveita das chuvas de janeiro para impulsionar a germinação. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura (Seab), até aqui 3% da área já foi plantada, e em cidades como Cascavel e Toledo, os números já atingiram 20% e 12%, respectivamente.

A primeira estimativa - ainda muito distante do que será a realidade da safra - projeta um volume de 12,6 milhões de toneladas, 38% de aumento comparado aos 9,1 milhões do período 17/18, que acabou sofrendo com a estiagem. A área total é de 2,1 milhões de hectares, praticamente a mesma do ano passado. O produtor precisa ficar atento a alguns detalhes nesta fase inicial da lavoura.

Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Walter Fernandes Meirelles, explica que este está sendo um bom momento para o plantio da cultura, afinal, aproveita-se as precipitações constantes. "O produtor precisa ficar atento ao histórico de pragas de solo, sendo que os mais tecnificados acabam utilizando inseticidas no tratamento de sementes". Segundo ele, as pragas mais comuns na região são a lagarta do cartucho e, mais atualmente, o percevejo.

A atenção também está na regulagem das máquinas. Muitos produtores já utilizam o espaçamento reduzido (45 centímetros), com o calculo de três plantas por metro linear. "Já o espaçamento convencional (70 a 80 centímetros) o cálculo é de cinco plantas por metro linear. Em relação à profundidade das sementes, ela deve estar em torno de 5 centímetros, com adubo abaixo e ao lado da semente, nunca junto dela."

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