Plantas super poderosas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de outubro de 2009
Rui Cépil Diniz 
Passado o período crítico da Gripe A (H1N1) - pelo menos é o que esperamos -, período no qual abordamos algumas plantas úteis nesta situação, abordaremos nos próximos artigos, plantas que se encaixam na definição de Alimentos Funcionais.
Hipócrates, o pai da medicina, que viveu nos séculos IV e V a.C., já pregava: ''Faça do seu alimento o seu medicamento''.
Dentre os cuidados com a saúde, a alimentação correta desempenha um papel fundamental na sua manutenção ou recuperação, juntamente com as atividades físicas, a prevenção de acidentes e as atitudes positivas frente a vida diária e seus percalços.
A influência das dietas orientais e mediterrâneas sobre os perfis de morbi-mortalidade, por doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer é notável.
Os alimentos ditos funcionais, representam um intermediário entre a alimentação diária rotineira, e o uso de fitoterápicos, muitas vezes inclusive, mesclando-se entre si.
Quando por exemplo, orientamos o aumento da ingesta de água (pura, através de chás, soro, etc), ela representa aqui, um alimento funcional. Quando comemos mamão, verduras, farelo de trigo, linhaça ou aveia para ''soltar o intestino'', estamos fazendo uso de alimentos funcionais.
Muitas plantas medicinais se encaixam nesta definição. É importante porém, deixar bem claro, que os alimentos funcionais, à priori, não curam doenças, mas funcionam na prevenção ou como coadjuvantes em determinados tratamentos, não substituindo os cuidados médicos adequados.
A portaria nº 398, de 30/04/99, da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde no Brasil diz que ''é alimento funcional todo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos, fisiológicos ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica'' (ANVISA, 2001).
É importante que o consumo dos alimentos funcionais seja regular e em quantidade suficiente para exercer a atividade desejada, e que façam parte de uma alimentação balanceada e associado a hábitos saudáveis de vida.
Citaremos a seguir, alguns exemplos de alimentos funcionais, com seus princípios ativos e efeitos desejados, e nos próximos artigos, detalharemos alguns deles:
- Água: hidratante, ajuda na renovação celular;
- Alho (compostos sulfurados): redutor do colesterol, pressão arterial, melhora a imunidade;
- Aveia (fibras): laxante;
- Beterraba (ferro): anemia;
- Berinjela (pectina): redutor do colesterol e diabetes;
- Cana-de-açúcar (policosanol): redutor do colesterol e triglicerídeos;
- Cereais integrais (fibras): laxantes, prevenção de câncer de intestino, obesidade e diabetes;
- Chá verde (catequinas): prevenção de diversos tipos de câncer, redutor do colesterol;
- Leites fermentados (probióticos): recuperação da flora intestinal, diminui a intolerância a lactose;
- Linhaça (fibras e óleos essenciais): laxante e redutor do colesterol;
- Maçã (taninos): anti-oxidante;
- Peixes marinhos (ômega-3): redutor do colesterol;
- Soja (isoflavonas): sintomas da menopausa;
- Tomate (licopeno): anti-oxidante, prevenção de câncer de próstata;
- Uva (resveratrol): anti-oxidante.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: www.sbaf.org.br/; www.br-business.com.br/; www.universia.com.br/; www.ccs.uel.br/espacoparasaude/
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).


