PLANTAS MEDICINAIS
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de janeiro de 2011
Rui Cépil Diniz 
Histórico: A castanha da Índia recebeu este nome por acreditar-se ser oriunda da Índia, mas na verdade é originária dos Balcãs. Introduzida na França em 1651, difundiu-se intensamente no século XVIII em avenidas e parques de toda a Europa, sendo uma das primeiras árvores a florescer na primavera.
Aspectos agronômicos: Planta caduca, da família Hippocastanaceae, nativa dos Balcãs, e cultivada em diversos países, sendo considerada uma planta cosmopolita.
Árvore robusta até 30 metros, com copa enorme abobadada, perene, de clima temperado, tolerando variações climáticas importantes, principalmente baixas temperaturas e períodos de estiagem, devido as raízes profundas.
Nomes comuns: Castanheiro da Índia, castanheiro de flor vermelha, marronier d'índie (França), castanheiro de cavalo (horse chestnut - Inglaterra), castagno d'India (Itália), aescina, escina.
Usos terapêuticos: Perturbações da circulação venosa (anti-inflamatória, venotônica, antiexsudativa e antiedematosa), principalmente varizes, hemorróidas e flebites (''inflamações das veias''); Uso tópico em varizes, hematomas e em casos de alopecia (queda de cabelos) e cabelos fracos.
Princípios ativos: Saponinas (escina), flavonóides, heterosídeos cumarínicos, taninos, vitaminas B, K, C e pró-vitamina D, fitosterol, proteínas e açúcares.
Marcador: Escina.
Partes utilizadas: Sementes.
Formas de uso e dosagem: Seu uso preferencial é em cápsulas, com extrato seco padronizado em escina, permitindo um maior controle da quantidade de princípios ativos e consequente efeito terapêutico, utilizando-se entre 32 e 120 mg/dia de escina (R. E. 89 - lista de registro simplificado de fitoterápicos - M. S.). Podemos utilizar também o infuso ou decocto a 1% (50 a 200 ml/dia); tintura: 01 a 04 ml, 3X/dia; alcoolatura: 10 a 30 gotas 3X/dia, preferencialmente após as refeições.
Seu uso como fitocosmético pode ser através de extratos glicólicos: xampus e espumas de banho (1 a 3%), ou sob a forma de géis, cremes e loções (1 a 4%).
Tempo de uso: Sem contra-indicações ao uso prolongado na literatura consultada. (Recomenda-se, entretanto o uso contínuo por até 4 meses).
Efeitos colaterais: Não referidos na dosagem recomendada. Em altas doses, pode levar a irritação do trato digestivo, náuseas, vômitos e até lesões renais. Irritação de pele no uso tópico, em pessoas sensíveis;
Contra-indicações: Crianças menores de 12 anos, gravidez e lactação, insuficiência hepática e renal e lesões ativas de mucosa digestiva.
Atenção especial a pacientes em uso de anticoagulantes, pela possibilidade de potencialização deste efeito.
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: ''Fitoterapia Magistral'' - Um guia prático para a manipulação de fitoterápicos - Publicações Anfarmag. 2005 - São Paulo - Brasil.
''Herbarium - Compêndio de Fitoterapia''. Magrid Teske; Anny Margaly Maciel Trentini. 4 ed. Curitiba.
''Tratado de Fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas''. Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina.
Site: Wikipédia
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652)


