Aspectos botânicos: Erva anual ereta, da família das compostas (Asteraceas), altura entre 30 centímetros e um metro, folhas opostas com bordos serrilhados e com cheiro forte. Possui flores amarelas, que aparecem entre o verão e o outono.

Cresce em climas temperados, da Argentina, Brasil, Bolívia, Peru e Colômbia, e é nativa do sul da Europa, Ásia, África e Austrália.

Trata-se de uma espécie com diversos quimiotipos, como uma resposta adaptativa aos diversos ambientes onde se desenvolve.

Nomes populares: Cravo de defunto, tagetes, suíço, suiquillo, chinchilla, floramar, quinchique (Chile), huacatay (Guatemala).

Usos terapêuticos: Antiespasmódico, hipotensor, broncodilatador, sedativo, antiinflamatório, inseticida (contra larvas de Aedes aegyptis, larvas e ovos de Triatoma infestans e Musca doméstica), antimicrobiana, antifúngica e antiviral. A presença de piretróides, justifica seu uso contra ectoparasitas (piolho, sarna, etc).

Princípios ativos: Óleos essenciais diversos (cis-b-ocimeno, dihidro-tagetona, limoneno, b-cariofileno, b-tuyona, linalol, mirceno, mentol, etc.), flavonóides, cinerina I e II, patulitrina, piretrina I e II, ácido valeriânico, ácido siríngico, etc.

Partes utilizadas: Folhas e flores.

Usos etnomedicinais: Os usos populares mais comuns, dizem respeito as suas atividades antimicrobianas, antiparasitárias, digestivas, diuréticas, antiespasmódicas e inseticidas.

Na Argentina, é utilizada internamente para tratar diarréias, intoxicações alimentares, má digestão e verminose. Externamente, para pediculose (piolhos), escabiose (sarna), alopecia (queda de pelos) e para o tratamento de feridas de pele.

No Paraguai, é utilizada principalmente para tratar gastrite e flatulência (gases).

Na Bolívia, é utilizada como febrífugo, diurético, tônico nervoso, carminativo, aperitivo, vermífugo e para reduzir a secreção láctea; Usado externamente como antiséptico de feridas diversas e para banhos de assento em afecções ginecológicas.

No Brasil é utilizado principalmente como vermífugo e inseticida. Na Espanha, como antimicótico e inseticida.

Outros usos: Empregado como ''cerca viva'' em hortas (como repelente de insetos), na elaboração de perfumes, como forrageira para caprinos e aves, alimento para frangos e saborizante para diversos produtos alimentícios.

Tempo de uso: Evitar o uso interno contínuo e prolongado.

Efeitos colaterais: Dermatite de contato e reações eczematosas em pessoas sensíveis.

Interações medicamentosas: Pode interferir com drogas ansiolíticas ou sedativas.

Contra-indicações: Gravidez e lactação (reduz a secreção láctea), até que maiores estudos sejam realizados.

Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

Fontes principais de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.

RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

Nota do autor: Circula pela internet informações apontando o ''cravo de defunto'', como solução para a Dengue. A informação merece cuidados pois não há nenhuma referência bibliográfica no material que confirme a indicação. Há evidências apenas de seu uso como repelente e inseticida. A recomendação é para que as pessoas verifiquem antes a veracidade das informações recebidas.

mockup