Aspectos agronômicos: Planta da família Rutaceae, nativa da região Mediterrânea. Atualmente seu cultivo é comum em jardins nas Índias Ocidentais, México, América do Sul e Central (Morton, 1981).
Nomes comuns: Arruda dos jardins, arruda doméstica, arruda fedorenta, ruda.
Erva perene de clima temperado a subtropical. Não tolera excesso de umidade. Planta de pleno sol.
Requer solos relativamente férteis, com bom teor de matéria orgânica, boa drenagem, pH entre 5 e 6,5 e com boa retenção hídrica.
Medianamente exigente quanto a irrigação, podendo tolerar alguns dias de estiagem. O ideal é manter o solo próximo a capacidade de campo.
Propagação: Por sementes, quando houver disponibilidade de sementes, ou por estacas. Usar estacas de ponteiros com 10 a 20 cm.
Espaçamento: 20 a 30 cm entre plantas 50 a 70 cm entre linhas.
Porte da planta: Pode atingir eventualmente até 1 - 1,5 m (ereto) de altura.
Colheita: Quatro meses após o transplante, somente folhas. Até 50% da planta.
Rendimento: 1,5 mil a 2,5 mil Kg/ha/ano de folhas/talos secos.
Usos terapêuticos: Emenagogo, sudorífico, anti-helmíntico, carminativo, antiespasmódico, estimulante, antiinflamatório tópico, mata piolhos e sarna, aumenta a resistência vascular.
Princípios ativos: Óleos essenciais, alcalóides e derivados cumarínicos, entre eles a rutina.
Partes utilizadas: Talos e folhas.
Formas de uso e dosagem:
- Uso tópico: infusão 20 gr/litro de água, para piolhos, sarna, conjuntivites, dermatites superficiais, úlceras de pele.
- Uso interno: deve ser evitado, por ser uma planta muito ''enérgica'' em seus efeitos sobre o sistema nervoso central (SNC) e útero.
Tempo de uso: Uso tópico pelo tempo que se fizer necessário.
Efeitos colaterais: Hemorragias uterinas, efeitos tóxicos sobre o SNC (tonturas, cefaléia, confusão mental, e até convulsões).
Contra-indicações: Gravidez.
Lembramos que as informações aqui contidas terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fonte principal de consulta: ''Plantas aromáticas e medicinais - cultivo e utilização'' - Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e Rui Cépil Diniz. Londrina. IAPAR, 2008.
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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