PLANTAS MEDICINAIS
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de janeiro de 2010
Rui Cépil Diniz 
Aspectos agronômicos: Planta da família das compostas Asteraceae, nativa do Mediterrâneo e do sul da Europa, e climatizada na América do Norte, altiplanos da América Central e sul da América do Sul; Erva de até 30 cm de altura, anual, de clima temperado, sendo cultivada durante o inverno, pois não tolera temperaturas elevadas, acima de 25ºC ou chuvas prolongadas durante a floração; Prefere solos bem drenados, porém com boa capacidade de retenção hídrica, com fertilidade média, alta e com médio teor de matéria orgânica. Exigente quanto a irrigação, principalmente quando cultivada em regiões de inverno seco. A maior demanda de água, ocorre na formação da muda e na fase de botões florais.
Propagação por sementes em bandejas ou diretamente no solo; o espaçamento deve ser de 20 cm entre plantas e 20 a 40 cm. entre linhas, sob sol pleno; Colheita parcelada a partir de 3 a 4 meses do plantio no campo, colhendo-se apenas as flores para manter a qualidade do produto.
Seu rendimento fica em torno de 500 a 800 Kg/ha/ano, de flores secas;
Nomes populares: Camomila, manzanilha comum, manzanilla de Aragon ou Alemanha, common camomile (Ingl.), camomilla (Itália), camomille (França);
Histórico: O nome manzanilla vem do grego, e significa pequena maçã e matricaria vem da palavra matriz, e faz referência a seu uso em transtornos menstruais femininos. Na Antiguidade se dizia que em jardins doentes, bastava plantar a camomila e ele se curaria;
Princípios ativos: Óleos essenciais (alfa-bisabolol, camazuleno), matricina, flavonóides (apigenina e quercitina), cumarinas (dioxicumarina, umbeliferona e herniarina), resinas, taninos, princípios amargos, mucilagens, ácidos orgânicos,
vitamina C, etc.;
Usos terapêuticos: Antiespasmódica (contra cólicas), digestivo, antiséptica (higienizante), antialérgica, antiinflamatória, ansiolítico, calmante, carminativa (contra gazes), cicatrizante, emoliente (amaciante, amolecedor), refrescante, imuno-estimulante;
Partes utilizadas: Flores (capítulos florais);
Formas de uso e dosagem: Uso externo: Chá (infusão) 10 a 50 gr/litro para banhos e compressas;
Extrato fluido: 5 ml em 250 ml de água;
Xampus, sabonetes, cremes, loções, géis, pomadas em orabase;
Uso interno: Chá (infusão) 10 a 50 gr/litro 3 xícaras/dia;
Pó: 2 a 8 gr em água, dividido em 3 tomadas diárias;
E.S.: 300 a 1.000 mg/dia;
Outros usos: Utilizada também na aromatização de bebidas, xampus (clareador de cabelos), detergentes e sabões;
Tempo de uso: Sem contra-indicações
ao uso prolongado;
Interações medicamentosas: Pode interferir com a absorção de ferro, em tratamentos prolongados;
Efeitos colaterais: Dermatites de contato ou fotodermatites em pessoas sensíveis, hipotensão arterial e vômitos também podem ocorrer, embora muito raramente;
Contra-indicações: Gravidez e pessoas alérgicas a plantas da família das compostas.
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta:
Plantas aromáticas e medicinais cultivo e utilização Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e Rui Cépil Diniz. Londrina: Iapar, 2008.
Tratado de fitomedicina bases clínicas e farmacológicas Dr. Jorge R. Alonso Editora Isis. 1998 Buenos Aires, Argentina.


