Aspectos botânicos: planta anual, pertencente a família das Lináceas, com altura de até 1,3 metro, ereto, folhas alternas e estreitas, com até 5 centímetros (cm). As flores podem ter cores variadas: azuis (a maioria), roxas ou brancas, com 5 pétalas, e que aparecem no verão, durando apenas poucas horas. O fruto se assemelha a uma cápsula globosa, amarronzada, com sementes brilhantes e planas de uso medicinal.
  Originário da Ásia, hoje amplamente distribuído ao redor do mundo, crescendo em diversos tipos de terrenos. Os principais países produtores são a Argentina, Holanda, Inglaterra, Marrocos, Estados Unidos, Rússia, Índia e Oriente Médio;
✔ Nomes comuns: li­nho, linhaça, lino, lin cultive (França), flax ou linseed (Inglaterra).
✔ Histórico: é uma das plantas cultivadas mais antigas, sendo empregada no Egito e na Mesopotâmia há aproximadamente 7 mil anos. Citado na Bíblia e introduzido no norte da Europa pelos romanos, e posteriormente por Carlos Magno.
✔ Usos terapêuticos: laxante (mecânico ou de volume), emoliente (suavizante de pele e mucosas), hipolipemiante (combate o colesterol e reduz as placas de arteriosclerose), nutritivo, utilizado em pacientes diabéticos (pelo seu alto teor em fibras), melhora as funções ovarianas (teor elevado de fibras e lignanos) e ainda como antioxidante.
✔ Princípios ativos: óleo de linhaça (30 a 40%) – óleos essenciais poliinsaturados (oléico, linoleico, cis-linoleico e alfa-linoleico) e frações tipo ômega-3; mucilagens, heterosídeos, açúcares, ácido prúsico, fibras solúveis (pectina), pró-vitamina A, B, D e E, fitosteróis, lignanos e enzimas.
✔ Partes utilizadas: as sementes tem uso me­di­ci­nal, podendo ser extraída a farinha e o óleo, além de se obter fibra têxtil dos talos de algumas espécies de linho.
✔ Formas de uso e dosagem: as sementes devem ser ingeridas inteiras, devido a presença de heterosídeos cianogenéticos no seu interior (tóxicos respiratórios – apesar de que em pequena quantidade: 25mg/100 g).
✔ Uso interno: 1 a 3 colheres de sopa diárias, sem mastigar, e com bastante líquidos; chá: uma colher de sopa por xícara, fervendo durante dois minutos e deixando-se em infusão por mais 30 minutos e coando posteriormente ou deixando-se as sementes de molho por aproximadamente 8 horas em água fria; óleo: uma a três colheres de sopa/dia, iniciando-se com doses menores e aumentadas aos poucos, até atingir o efeito desejado, ou externamente em processos dermatológicos; farinha: pode ser tóxica por via oral, devendo ser utilizada apenas externamente em casos de furúnculos e abs­ces­sos. Caso a opção terapêutica seja pela fa­ri­nha, a moagem realizada imediatamente antes do consumo pode minimizar os riscos, pois evitaria a oxidação prolongada;
✔ Tempo de uso: sem referências na literatura consultada, desde que respeitadas as doses preconizadas.
✔ Efeitos colaterais: diarréia e distúrbios respiratórios em altas doses ou se as sementes forem maceradas.
✔ Contra-indicações: obstruções intestinais, íleo paralítico e gestação.
  Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos subs­ti­tuir os cuidados médicos adequados.
✔ Fonte principal de consulta: ‘‘Tratado de fi­to­me­di­ci­na - bases clínicas e farmacológicas’’. Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina.

  RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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