PLANTAS MEDICINAIS
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de novembro de 2009
Rui Cépil Diniz 
Aspectos botânicos: Planta da família das Alliaceas, de ciclo bienal ou perene, da mesma família do alho, com altura de até 120 centímetros (cm), folhas cilíndricas ovaladas, aromáticas, agrupadas de 4 a 6, de cor verde escuro, além de bulbo comestível de até 10 cm de diâmetro, composto por capas superpostas e uma base comum. Apresenta flores esbranquiçadas, pequenas, em grupos, que aparecem no final do verão.
É originária da Ásia (Sudoeste da Índia, Afeganistão e Irã), tendo atualmente uma distribuição cosmopolita. Os países com maiores cultivos são a China, Índia, Estados Unidos, Japão, antiga URSS e Espanha.
Cultivada em solos profundos e ricos em minerais.
Nomes comuns: Cebola, cebolinha, escaluÀa (Esp), onion (Ingl), oignon (Fr), cipolla (It).
Histórico: O uso da cebola (como alimento ou como medicamento) é muito antigo. Mencionada em escritos sumérios, egípcios, chineses e gregos. Citada em papiros e pelo historiador Heródoto, juntamente com o alho, como alimentos de primeira ordem na nutrição dos escravos que construíram as pirâmides. No ano 70 d.C., Plínio descreveu com detalhes sobre seu cultivo e sobre distintas variedades.
Utilizada em algumas regiões em rituais funerários. Proibida em festas de outras regiões, pois as lágrimas que causariam, poderiam desvirtuar o caráter festivo.
Usos terapêuticos: Anti-microbiano, redutor do colesterol, diurético, expectorante, anti-oxidante, anti-inflamatório, anti-agregante plaquetário, anti-alérgico, anti-tumoral e hipoglicemiante.
Princípios ativos: Compostos sulfurados (alicina, capaeno, etc), proteínas, óleos essenciais, flavonóides (quercetina), água, pectina, inulina, vitaminas A, B e C, minerais diversos (cálcio, fósforo, enxofre, selênio, etc).
Partes utilizadas: Bulbos e suco fresco. As folhas são mais ricas em vitamina C que os bulbos.
Formas de uso e dosagem:
- Uso culinário: pode ser ingerida crua, assada, cozida. A temperatura elevada no preparo melhora sua palatabilidade e digestibilidade, reduzindo, porém, o conteúdo de carbohidratos, proteínas e principalmente vitaminas. Pode ser ''suavizada'', deixando-se a cebola de molho em água fria ou limão;
- Uso medicinal: 50 gr/dia de cebola fresca ou cozida; maceração ou decocção a 5%, até 04 xícaras ao dia; extrato seco (12,5: 1) - 01 gr/dia; extrato fluido - 20 a 35 gotas 3X/dia; tintura - 20 a 40 gotas 3X/dia.
Tempo de uso: Sem contra-indicações ao seu uso prolongado na literatura consultada.
Efeitos colaterais: O uso em altas doses pode potencializar o uso de anti-coagulantes.
Contra-indicações: Sem contra-indicações na literatura consultada. Evitar o uso de formas farmacêuticas (concentradas) em gestantes.
Lembramos que as informações aqui contidas terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas''. Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina.
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).


