PLANTAS MEDICINAIS
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Rui Cépil Diniz 
Aspectos botânicos: Planta da família das Malváceas. Herbácea anual ou bianual, lenhosa em sua base, com galhos elevados, pilosos e ramificados, de até 01 m de altura. Folhas alternas, pecioladas e com bordos dentados. Flores de até 4 centímetros de diâmetro, azuladas e com cinco pétalas estreitas, que se dispõem na axila das folhas e que aparecem entre a primavera e o verão.
Cresce espontaneamente em quase toda a Europa, Norte da Ásia e África, ao redor de caminhos, taludes, clareiras de bosques, e até em muros, devido ao alto poder de penetração de suas raízes delgadas. Requer clima temperado. Seus maiores produtores são a Bélgica e a antiga Yugoslávia.
Nomes comuns: Malva, malva comum, malva grande, common mallow (Inglaterra) e mauve sauvage (França).
Histórico: É considerada planta oficinal desde o ano 700 a.C.. Seu nome vem do grego malakos, que significa brando (suave), devido a seu caráter emoliente. Sylvestris vem do latin silva, e significa bosque, em alusão a seu habitat natural.
Os romanos a cultivavam em jardins e a utilizavam na culinária, para aproveitar seus efeitos laxativos. Utilizada também como alimento pelos árabes desde o século VII a.C., hábito este, adquirido no Marrocos.
Foi recomendada por Plínio e Dioscórides, que a recomendavam para diversas enfermidades, especialmente para infecções. No século XVI, foi denominada de omnimorbia, que significa algo como um cura tudo, com a crença que seu efeito laxativo seria capaz de limpar e eliminar todas as doenças do corpo.
Usos terapêuticos: Utilizada principalmente como antiinflamatória e protetora de mucosas dos tratos digestivo, respiratório e cutâneo (aftas, gengivites, estomatites orais, herpes labial, amidalites e faringites, corrimentos vaginais, infecções superficiais de pele, gastrites, gripes e resfriados, etc.). Expectorante, hipoglicemiante (auxiliar em casos de diabetes) e laxante suave, além de imuno-estimulante (melhora a resistência contra infecções de repetição).
Princípios ativos: Mucilagens, vitaminas A, B1, B2, C e carotenos, óleos essenciais (ácidos oléico, palmítico e esteárico), ácido cumarínico, clorogênico e cafeico, flavonóides, taninos e derivados antraquinônicos.
Partes utilizadas: Flores e folhas (depois de secas, suas folhas podem apresentar um cheiro desagradável).
Formas de uso e dosagem: Seu uso interno deve ser criterioso, e com acompanhamento médico, sendo seu uso externo (bochechos, gargarejos, banhos, etc) considerado mais seguro.
■ Cataplasma das folhas; decocção das folhas (até 5%); infusão das flores a 10%; extrato fluido (1 gr = 40 gotas) -5 ml 3X/dia; suco - 20 a 30 gr 3X/dia; pastas dentais, enxaguatórios bucais, etc.
Tempo de uso: Uso externo pelo tempo que se fizer necessário.
Efeitos colaterais: Não há registros de efeitos colaterais importantes na literatura, porém, seu uso interno deve ser criterioso e com acompanhamento médico.
Contra-indicações: Gravidez e lactação para o uso interno.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: Plantas medicinais na saúde bucal. Rozeli Coelho Silva Vitória, ES, Brasil. 2001. Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas. Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina.


