Histórico: A castanha da Índia recebeu este nome por acreditar-se ser oriunda da Índia, mas na verdade é originária dos Balcãs. Introduzida na França em 1651, difundiu-se intensamente no século XVIII em avenidas e parques de toda a Europa, sendo uma das primeiras árvores a florescer na primavera.

Aspectos agronômicos: Planta caduca, da família Hippocastanaceae, nativa dos Balcãs, e cultivada em diversos países, sendo considerada uma planta cosmopolita.

Árvore robusta até 30 metros, com copa enorme abobadada, perene, de clima temperado, tolerando variações climáticas importantes, principalmente baixas temperaturas e períodos de estiagem, devido as raízes profundas.

Nomes comuns: Castanheiro da Índia, castanheiro de flor vermelha, marronier d'índie (França), castanheiro de cavalo (horse chestnut -Ingl.), castagno d'India (Itália), aescina, escina.

Usos terapêuticos: Perturbações da circulação venosa (antiinflamatória, venotônica, antiexsudativa e antiedematosa), principalmente varizes, hemorróidas e flebites (inflamações das veias); Uso tópico em casos de queda de cabelos e cabelos fracos.

Princípios ativos: Saponinas (escina), flavonóides, heterosídeos cumarínicos, taninos, vitaminas B, K, C e pró-vitamina D, fitosterol, proteínas e açúcares.

Partes utilizadas: Sementes.

Formas de uso e dosagem: Seu uso preferencial é em cápsulas, com extrato seco padronizado (5:1), permitindo um maior controle da quantidade de princípios ativos e consequente efeito terapêutico, utilizando-se entre 0,10 a 0,60 g/dia.

Podemos utilizar também o infuso ou decocto a 1% (50 a 200 ml/dia); tintura: 01 a 04 ml, 3X/dia; alcoolatura: 10 a 30 gotas 3X/dia, preferencialmente após as refeições.

Seu uso como fitocosmético pode ser através de extratos glicólicos: xampus e espumas de banho (1 a 3%), ou sob a forma de géis, cremes e loções (1 a 4%).

Tempo de uso: Sem contra-indicações ao uso prolongado na literatura consultada.

Efeitos colaterais: Não referidos na dosagem recomendada.

Em altas doses, pode levar a irritação do trato digestivo, náuseas, vômitos e até lesões renais. Irritação de pele no uso tópico, em pessoas sensíveis.

Contra-indicações: Crianças menores de 12 anos, gravidez e lactação, insuficiência hepática e renal e lesões ativas de mucosa digestiva.

Atenção especial a pacientes em uso de anti-coagulantes, pela possibilidade de potencialização deste efeito.

Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

Fontes principais de consulta: ''Fitoterapia Magistral - Um guia prático para a manipulação de fitoterápicos''. Publicações Anfarmag. 2005 - São Paulo - Brasil. ''Herbarium Compêndio de Fitoterapia''. Magrid Teske; Anny Margaly Maciel Trentini. 4. ed. Curitiba. ''Tratado de Fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas''. Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina. Site: Wikipedia.

RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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