PLANTAS MEDICINAIS
Aspectos agronômicos: Planta da família Bixaceas, nativa da América tropical e cultivada principalmente na Amazônia. O nome vem do tupi: uru-ku, que significa vermelho.
Árvore de até oito metros de altura, que apresenta frutos, que são cápsulas espinhosas, escuras e ovaladas, com 30 a 40 sementes avermelhadas. Habita regiões com altitudes variáveis, do nível do mar até 2.500 metros. É cultivada em diversos países tropicais, sendo uma espécie pouco exigente em relação ao solo, desde que tenha uma boa drenagem. Dispensa a irrigação depois da pega da muda.
Propagação: Por sementes ou estacas de galhos.
Porte da planta: Pode atingir até oito metros de altura.
Lembramos que seu cultivo pode ter como objetivo o consumo medicinal ou para a indústria de alimentos, que naturalmente absorve a maior parte da produção;
Nomes comuns: Urucum, achote, achiote (México, Peru, Argentina), annato (Itália), bixa (Antilhas), bija, urucu (Paraguai), rocú (Venezuela), arnotto, color ipiacu (Guatemala).
Usos terapêuticos:
- Raízes: digestiva, diurética e hipoglicemiante;
- Folhas: Antitérmica e diurética;
- Sementes: Expectorante, depurativa, diurética, hipoglicemiante, antiinflamatória, antioxidante, antitérmica, afrodisíaca, adstringente, antidiarreica, corante, condimento e repelente de insetos.
Princípios ativos: Mono e sesquiterpenos, celulose, açúcares, óleos essenciais, pigmentos (bixina e orelina), proteínas, carotenóides (bixina, betabixina, metilbixina, norbixina, beta-caroteno, criptoxantina, luteina, zeaxantina, orellina), vitamina C, flavonóides (apigenina e luteolina), ácidos graxos, traços de alcalóides etc.
Partes utilizadas: Raízes, folhas e sementes.
Formas de uso e dosagem:
- Fitocosmético: Extrato oleoso: em produtos bronzeadores e protetores solares;
- Fitoterápico:
- Uso interno: pó: até 01 gr de raiz ou de semente ao dia; infuso ou decocto: 10 a 15 gr. de raiz ou sementes em 1 litro de água - tomar 01 a 03 xícaras ao dia;
- Uso externo: Infuso: aplicação tópica, como auxiliar nos processos de cicatrização.
Tempo de uso: Sem contra-indicações ao uso prolongado nas doses preconizadas.
Efeitos colaterais: A casca da semente pode produzir efeitos tóxicos no pâncreas e fígado, acompanhadas de variações no nível de glicose.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao urucum. Contra-indicado em gravidez (abortivo) e lactação.
Superdosagem: Efeito purgativo e hepatotóxico. A dose diária admissível para o homem é de 0,065 mg/Kg de peso corpóreo, expressa em bixina, em apresentações farmacêuticas.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fonte principal de consulta: ''Herbarium compêndio de fitoterapia''/ Magrid Teske; Anny Margaly Maciel Trentini. 4. ed. Curitiba. ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas''. Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina.
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).





