Aspectos botânicos: Planta da família das Malváceas. Herbácea anual ou bianual, lenhosa em sua base, com galhos elevados, pilosos e ramificados, de até um metro de altura. Folhas alternas, pecioladas e com bordos dentados. Flores de até 4 centímetros (cm) de diâmetro, azuladas e com cinco pétalas estreitas, que se dispõem na axila das folhas e que aparecem entre a primavera e o verão.

Cresce espontaneamente em quase toda a Europa, Norte da Ásia e África, ao redor de caminhos, taludes, clareiras de bosques e até em muros, devido ao alto poder de penetração de suas raízes delgadas. Requer clima temperado. Seus maiores produtores são a Bélgica e a antiga Yugoslávia;

Nomes comuns: Malva, malva comum, malva grande, common mallow (Inglaterra) e mauve sauvage (França).

Histórico: É considerada planta oficinal desde o ano 700 a.C.. Seu nome vem do grego malakos, que significa brando (suave), devido a seu caráter emoliente. Sylvestris vem do latin silva, e significa bosque, em alusão a seu habitat natural.

Os romanos a cultivavam em jardins e a utilizavam na culinária, para aproveitar seus efeitos laxativos. Utilizada também como alimento pelos árabes desde o século VII a.C., hábito este, adquirido no Marrocos.

Foi recomendada por Plínio e Dioscórides, que a recomendavam para diversas enfermidades, especialmente para infecções. No século XVI, foi denominada de omnimorbia, que significa algo como um ''cura tudo'', com a crença que seu efeito laxativo seria capaz de limpar e eliminar todas as doenças do corpo.

Usos terapêuticos: Utilizada principalmente como antiinflamatória e protetora de mucosas dos tratos digestivo, respiratório e cutâneo (aftas, gengivites, estomatites orais, herpes labial, amidalites e faringites, corrimentos vaginais, infecções superficiais de pele, gastrites, gripes e resfriados, etc.). Expectorante, hipoglicemiante (auxiliar em casos de diabetes) e laxante suave, além de imuno-estimulante (melhora a resistência contra infecções de repetição).

Princípios ativos: Mucilagens, vitaminas A, B1, B2, C e carotenos, óleos essenciais (ácidos oléico, palmítico e esteárico), ácido cumarínico, clorogênico e cafeico, flavonóides, taninos e derivados antraquinônicos.

Partes utilizadas: Flores e folhas (depois de secas, suas folhas podem apresentar um cheiro desagradável).

Formas de uso e dosagem: Seu uso interno deve ser criterioso, e com acompanhamento médico, sendo seu uso externo (bochechos, gargarejos, banhos, etc) considerado mais seguro.

- Cataplasma das folhas; Decocção das folhas (até 5%); Infusão das flores a 10%; Extrato fluido (1 gr = 40 gotas) -5 ml 3X/dia; Suco - 20 a 30 gr 3X/dia;

- Pastas dentais, enxaguatórios bucais.

Tempo de uso: Uso externo pelo tempo que se fizer necessário.

Efeitos colaterais: Não há registros de efeitos colaterais importantes na literatura, porém, seu uso interno deve ser criterioso e com acompanhamento médico.

Contra-indicações: Gravidez e lactação para o uso interno.

Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

Fontes principais de consulta: ''Plantas medicinais na saúde bucal''. Rozeli Coelho Silva - Vitória, ES, Brasil. 2001. ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas''. Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis. 1.998 - Buenos Aires - Argentina.

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