PLANTAS MEDICINAIS
Aspectos agronômicos: Planta perene, de talo lenhoso que pode alcançar até seis metros de altura e diâmetro de dois a seis centímetros, pertencente a família das Gramíneas. Originária dos países tropicais da Ásia, hoje é cultivada em diversos países, sendo Cuba e índia seus principais produtores.
Nomes populares: Cana-de-açúcar, caÀa de azúcar, caÀa Dulce, sugar cane (Inglaterra).
Histórico: A cana é originária da Índia, tendo seu cultivo extendido ao Egito, Etiópia e Arábia e, posteriormente, às Ilhas da Madeira, Canárias, e finalmente, em 1506, nas colônias americanas, onde teve um importante papel no desenvolvimento das colônias da América Central e do Sul, inclusive do Brasil. Atualmente, além do açúcar, de bebidas e do álcool doméstico (metanol), tem o interesse econômico novamente voltado para ela, devido ao seu potencial gerador de energia, através do álcool combustível (etanol).
Princípios ativos: Sacarose (frutose e glicose após hidrolisada), AHAS (alfa-Hidróxiácidos - principalmente o ácido glicólico) e PPG (policosanol).
Principais usos terapêuticos: Os AHAS, vem sendo estudados há aproximadamente 20 anos, principalmente pelo doutor Eugene Von Scott, para seu uso em cosmética, como esfoliante (menos irritante e causando menor fotosensibilidade que outros ácidos, como o retinóico, por exemplo), suavizando a pele, melhorando sua elasticidade, diminuindo a queratose actínica, a formação de comedões e atenuando as rugas superficiais.
O PPG (Policosanol), no uso interno, demonstrou diminuir os níveis de colesterol total, LDL e triglicérides, além de aumentar os níveis de HDL. Parece ainda, inibir a absorção de açúcares pelo intestino, em trabalhos realizados em animais de laboratório.
Outros usos: Culinária, bebidas alcoólicas, cicatrizante de feridas, bio-combustível, etc.
Partes utilizadas: Talos.
Formas de uso e dosagem:
- Uso interno: PPG - Policosanol- 10 mg/dia, após o jantar.
- Uso externo: açúcar - aplicado diretamente sobre feridas, como cicatrizante; AHAS - ácido glicólico (8 a 12%) administrado sobre a área afetada - após higienização adequada -, preferencialmente à noite, ou até 2 vezes/dia, utilizando sempre filtro solar e outro produto hidratante.
Pode ser utilizado isolado ou associado a hidroquinona, antibióticos tópicos, etc.
Tempo de uso: Pelo tempo que se fizer necessário.
Efeitos colaterais: Irritação de mucosas e olhos (uso tópico inadequado).
Contra-indicações: durante a gravidez e lactação.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fonte principal de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).





