Aspectos agronômicos: Planta da família das compostas -Asteraceae, nativa do mediterrâneo e sul da Europa, e climatizada na América do Norte, altiplanos da América Central e sul da América do Sul. Erva de até 30 centímetros (cm) de altura, anual, de clima temperado, sendo cultivada durante o inverno, pois não tolera temperaturas elevadas, acima de 25º C. ou chuvas prolongadas durante a floração. Prefere solos bem drenados, porém com boa capacidade de retenção hídrica, com fertilidade média - alta e com médio teor de matéria orgânica. Exigente quanto a irrigação, principalmente quando cultivada em regiões de inverno seco. A maior demanda de água, ocorre na formação da muda e na fase de botões florais.
Propagação por sementes em bandejas ou diretamente no solo. O espaçamento deve ser de 20 cm entre plantas e 20 a 40 cm entre linhas, sob sol pleno. Colheita parcelada a partir de 3 a 4 meses do plantio no campo, colhendo-se apenas as flores para manter a qualidade do produto. O rendimento fica em torno de 500 a 800 quilos/hectare/ano, de flores secas.
Nomes populares: Camomila, manzanilha comum, manzanilla de Aragon ou Alemanha, common camomile (Ingl.), camomilla (Itália), camomille (França).
Histórico: O nome manzanilla vem do grego, e significa pequena maçã e matricaria vem da palavra matriz, e faz referência a seu uso em transtornos menstruais femininos.
Na Antiguidade se dizia que em jardins ''doentes'', bastava plantar a camomila e ele se ''curaria''.
Princípios ativos: Óleos essenciais (alfa-bisabolol, camazuleno), matricina, flavonóides (apigenina e quercitina), cumarinas (dioxicumarina, umbeliferona e herniarina), resinas, taninos, princípios amargos, mucilagens, ácidos orgânicos, vitamina C, etc.
Usos terapêuticos: Anti-espasmódica (contra cólicas), digestivo, anti-séptica (higienizante), anti-alérgica, anti-inflamatória, ansiolítico, calmante, carminativa (contra gazes), cicatrizante, emoliente (amaciante, amolecedor), refrescante, imuno-estimulante.
Partes utilizadas: Flores (capítulos florais).
Formas de uso e dosagem:
- Uso externo: Chá (infusão) 10 a 50 gr/litro para banhos e compressas; extrato fluído - 5 ml em 250 ml de água; xampus, sabonetes, cremes, loções, géis, pomadas em orabase.
- Uso interno: Chá (infusão) 10 a 50 gr/litro - 3 xícaras/dia; pó: 2 a 8 gr em água, dividido em 3 tomadas diárias;
- Outros usos: Utilizada também na aromatização de bebidas, xampus (clareador de cabelos), detergentes e sabões.
Tempo de uso: Sem contra-indicações ao uso prolongado.
Interações medicamentosas: Pode interferir com a absorção de ferro, em tratamentos prolongados.
Efeitos colaterais: Dermatites de contato ou fotodermatites em pessoas sensíveis, hipotensão arterial e vômitos também podem ocorrer, embora muito raramente.
Contra-indicações: Gravidez e pessoas alérgicas a plantas da família das compostas.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina. ''Cultivo de plantas aromáticas e medicinais'' - IAPAR - Autor: Paulo Guilherme F. Ribeiro; Co-autor: Rui Cépil Diniz - Livro em fase de conclusão para publicação.
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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