Aspectos botânicos: Herbácea da família das Umbilíferas, com altura entre 20 e 90 centímetros (cm), raiz bem desenvolvida, de até 10 cm de cor amarelada ou alaranjada. Folhas pecioladas, de contornos triangulares, divididas em segmentos denteados. Fruto pequeno, circular de aproximadamente 2 milímetros e esverdeado. Floresce em junho e frutifica durante o verão.

Originário da Grécia, com ampla distribuição na região mediterrânea, norte da África e Sudoeste da Ásia.

Toda a planta tem um odor e sabor aromático característico, sendo muito cultivado em todas as regiões temperadas do mundo, em especial na Europa, onde talvez, seja uma das ervas mais cultivadas.

Nomes populares: Salsa, salsa de cheiro, salsinha, perejil (Argentina), parsley (Inglaterra), persil (França), prezzemolo (Itália).

Histórico: Galeno, no século II, atribuía a suas folhas propriedades resolutivas ou vulnerárias (curar feridas). Era recomendada por Dioscórides para os soldados romanos e gladiadores, para que levassem suas folhas à fim de recobrarem suas energias e que a ingerissem antes das batalhas. Suas propriedades medicinais e culinárias foram descobertas primeiramente pelos romanos, que a levaram a Inglaterra e de lá para o resto do mundo. Na antiguidade, foi junto com o ópio, uma espécie muito associada a ritos funerários e a morte.

Usos terapêuticos: Diurético (usada em hipertensão arterial, edemas diversos, retenção urinária, auxiliar em cistites, etc), anti-térmico, estimulante geral, anti-depressivo, hepatoprotetor, antioxidante, anti-alérgico, nutritivo, aromático.

Princípios ativos: Óleos essenciais diversos (apiol, miristicina, alcoóis terpênicos (mono e sesquiterpenos), cetonas, flavonóides (apigenina, luteolina), furanocumarinas, ácidos graxos, óleo resinas, pró vitamina A, ácido ascórbico, nutrientes (calorias, proteínas, gorduras, carbohidratos, fibras, sódio, potássio, cálcio, ferro, etc.).

Partes utilizadas: Toda a planta (folhas, sementes, frutos e raiz).

Formas de uso e dosagem:

- Uso interno: infusão das folhas (2 a 4 %) ou sementes (1 a 2%) - 3 xícaras/dia; decocção das raízes (1 a 2%) - 3 xícaras/dia; in natura para temperar pratos diversos; tintura ou extrato fluido (1:1 em 25% de álcool) - 2 a 4 ml 3x/dia.

- Uso externo: cataplasmas sobre feridas; compressas ou banhos com o chá, preparado como explicado acima.

Tempo de uso: Seu uso culinário em doses habituais pode ser utilizado pelo tempo desejado. Em apresentações farmacêuticas, seu uso interno e prolongado deve ser evitado.

Efeitos colaterais: Em altas doses e no uso prolongado, pode levar a alucinações (semelhante a noz moscada), náuseas, tonturas, hipotensão arterial, lesões renais e hepáticas crônicas, anemia, fototoxicidade.

Contra-indicações: Hipotensão arterial, insuficiência renal, gravidez e lactação. O consumo da salsa em doses habituais como tempero, não oferece riscos em grávidas e lactantes.

Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.


Fontes principais de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.

RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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