PLANTAS MEDICINAIS
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Rui Cépil Diniz 
Aspectos botânicos: Trepadeira lenhosa perene, da família das Vitáceas, caracterizada por um tronco que pode alcançar até 35 metros, desde que não seja podado. Folhas denteadas, ovaladas, verde sem brilho na parte superior e acinzentada na parte inferior. Apresenta flores numerosas, agrupadas. Frutos pequenos, distribuidos em cachos, de cor variada conforme a variedade, e com número variável de sementes (0 a 4).
Originária da Ásia menor, principalmente da região do mar Cáspio, foi introduzida posteriormente na Europa e atualmente em todos os continentes. Atualmente são divididas em dois grandes grupos: silvestres (que crescem espontaneamente) e viníferas (cultivadas).
Planta de clima temperado, crescendo melhor em regiões de menor umidade e baixas temperaturas no inverno (apesar de termos atualmente variedades adaptadas a diversas condições climáticas, inclusive no nordeste brasileiro).
Nomes comuns: Uva, grape ou grapevine (Ingl), vid europea, vigne rouge (França).
Histórico: O cultivo da uva está entre os mais antigos da humanidade, existindo referências em hieróglifos egípcios de 2400 a.C., quanto ao cultivo da uva e seu produto final, o vinho. Posteriormente, Hipócrates, Teofrasto, Galeno, Dioscórides e Plínio fizeram menção às suas propriedades medicinais, assegurando, por exemplo, propriedades tônicas e adstringentes do vinho tinto e diuréticas do vinho branco. Introduzida na América no século XVI, pelo México, expandindo-se para a costa Oeste dos Estados Unidos.
Usos terapêuticos: Antioxidante, anti-inflamatório, redutor do colesterol, inibidor da agregação plaquetária, redutor da pressão arterial, vasoprotetor, cardiotônico, anti-tumoral e em fitocosmética para envelhecimento cutâneo.
Princípios ativos: Flavonóides, taninos, cianidinas, ácidos orgânicos, vitaminas, enzimas, carboidratos, compostos nitrogenados, ácidos voláteis, pectina, lipídeos.
Partes utilizadas: Frutos e ocasionalmente as folhas.
Formas de uso e dosagem: Pode-se utilizar tanto o fruto fresco ou desidratado (uva passa), sucos, vinhos, vinagres e até as folhas, com doses e efeitos diversos. Deve-se evitar o consumo excessivo dos vinhos, como de qualquer outra bebida alcoólica.
n Extrato da semente: 150 mg 1 a 3 cáps/dia (produto comercial).
Tempo de uso: Sem contra-indicações ao uso prolongado na literatura consultada.
Efeitos colaterais: Epigastralgia, diarréia, embriaguez, principalmente no uso excessivo e em pessoas sensíveis.
Contra-indicações: Evitar o uso em gestantes, asmáticos e depressivos.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: Tratado de fitomedicina bases clínicas e farmacológicas Dr. Jorge R. Alonso. Editora Isis. 1998. Buenos Aires Argentina.
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).


