Aspectos botânicos: Planta perene, pertencente a família das Zingiberáceas, com altura de até 120 centímetro (cm), rizoma tuberoso e grosso. Possui folhas lanceoladas, flores verdes com manchas avermelhadas e pedúnculos de 30 cm. Alguns talos não apresentam flores e frutificam raramente. Cresce em terrenos argilosos e bem drenados, até 1,5 m de altitude.
  Original da região entre a Índia e a China, foi introduzido posteriormente em quase todo o mundo. Cultivado atualmente na Índia, extremo Oriente, regiões tropicais da Austrália, África, Jamaica e Indonésia, além de alguns países da América do Sul.;
  Nomes comuns: Gengibre, jenjibre, ajijila (Colômbia), ajila (Equador), ginger (Ingl), gingembre (França), zenzero ou gingero (Itália).
  Histórico: O uso culinário e medicinal do gengibre tem citações em Confúcio (551 a 479 a.C.). A China e a Índia (medicina ayurvédica) foram as maiores usuárias de gengibre. Um xarope de gengibre verde foi amplamente utilizado no século XV.
  Antes de sua denominação atual, o gengibre foi conhecido como Amomum zerumbeth, sendo Amomum, uma alusão a sua qualidade aromática.
  Foi introduzido nas Américas em 1525 pela Jamaica e a partir daí para o resto das Antilhas e posteriormente para toda a América.
  Na China é muito comum se agregar o gengibre a certas preparações de ervas, para diminuir sua toxicidade ou ainda para acrescentar tonicidade ao preparado.
  É atualmente uma das plantas mais utilizadas na Jamaica, tanto do ponto de vista culinário como terapêutico.
  Usos terapêuticos: Carminativo, expectorante, anti-séptico, orexígeno, sialagogo, digestivo, anti-emético, anti-vertiginoso, anti-inflamatório, colagogo, antitussígeno, expectorante, tônico estimulante, hipoglicemiante suave, hipocolesterolemiante, anti-agregante plaquetário, rubefasciente de uso tópico.
  Princípios ativos: Óleos essenciais (monoterpenos, sesquiterpenos, álcoois sesquiterpênicos, e outros), princípios picantes, amidos, proteínas, vitaminas e sais minerais diversos.
  Partes utilizadas: Rizomas (raízes) desidratadas.

  Formas de uso e dosagem:- Uso interno: Decocção a 3% (5 min de fervura e mais 15 min de infusão); extrato fluido: 10 a 15 gotas 3x/dia; extrato seco: 200 a 1000 g/dia em 3 tomadas ou uma cápsula de 1 g meia hora antes de viagens; pó encapsulado ou cristais de gengibre: até 2,5 g/dia em 3 tomadas;
- Uso tópico: Óleo essencial: 1 a 3 gotas puro ou juntamente com óleo de amêndoas sobre as áreas dolorosas;
- Tempo de uso: Pelo tempo que se fizer necessário.
- Efeitos colaterais: Insônia no uso noturno, epigastralgia em pessoas sensíveis e em altas doses, irritação de mucosas, hipertensão arterial.
- Contra-indicações: Sem contra-indicações na literatura consultada. Devido a algumas referências ao efeito emenagogo e a mutagenicidade in vitro em cepas da bactéria salmonella, recomenda-se uso criterioso e sob supervisão médica em gestantes, além de atenção em usuários portadores de hipertensão arterial.
  Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
  Fontes principais de consulta: ‘‘Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas’’ Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.

  RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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