Aspectos botânicos: Planta perene, da família das Compostas, apresenta altura máxima de meio metro, talo fino e viloso, folhas ásperas, entre 7 e 20 cm, com inflorescência solitária de aproximadamente 3 cm, esbranquiçadas ou púrpuras (dependendo da variedade), e que aparecem entre o verão e o outono.

Original da região central e sudoeste dos Estados Unidos, cresce em lugares secos e bosques. Cultivada na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, China e Argentina (pequena escala);

Nomes comuns: Equinácea, echinácea, coneflower (Ingl), rudbeckie (França).

Histórico: Sua denominação Echinacea, vem do grego, em alusão a forma pontiaguda de seu receptáculo floral. É muito utilizada pelos nativos americanos, para tratar e prevenir doenças infecciosas e tumorais, assim como para picadas de cobra, além de ser considerada como um antídoto para a raiva. Foi inclusive utilizada como fumo pelos colonos para tratar cefaléias e agitação em cavalos. Foi introduzida na Inglaterra em 1.699, sendo utilizada em quadros gripais, sendo muito popular até o século XIX.

Recomendada pela farmacopéia americana desde o final do século XIX como imunomodulador.

Usos terapêuticos: Imunomodulador, anti-infeccioso, anti-inflamatório (gripes, resfriados, doenças alérgicas e autoimunes, asma, doenças de pele, corrimentos vaginais e micoses em geral).

Princípios ativos: Glicosídeos do ácido fenil-carbônico (echinaceína, echinacosideo), resinas (ácidos oléico, linoleico, cerotínico e palmítico), fitosteróis, óleos essenciais, mucopolissacarídeos, traços de alcalóides pirrolizidínicos, inulina, sais minerais, açúcares, ácidos orgânicos.

Partes utilizadas: Raízes, coletadas no outono, com plantas de 3 a 4 anos de idade.

Formas de uso e dosagem: Decocção das raízes: 10 ml a cada 1 ou 2 horas em casos de gripe e febre; tintura 1:10: 30 a 40 gotas 3X/dia; extrato seco: 500 mg a 01 gr/dia em 3 tomadas diárias; Pomadas cicatrizantes a 10% em lanolina.
Tempo de uso: Até 8 a 12 semanas de uso continuado.

Efeitos colaterais: Em altas doses, pode provocar salivação excessiva, náuseas, tonturas.

Contra-indicações: Gravidez, lactação, doenças debilitantes do sistema imunológico (diabetes, aids, lupus, tuberculose, leucemias, etc), portadores de doenças hepáticas.

Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.


Fontes principais de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.

RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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