PLANTAS MEDICINAIS
Aspectos botânicos: - Planta da família Compositae. Planta bienal ou perene, que pode alcançar até dois metros de altura, com talos pilosos de aproximadamente cinco cm de diâmetro, com folhas grandes, pecioladas, ovóides com bordas onduladas, que podem medir até 50 cm de largura. As flores são pequenas, púrpura, que aparecem no verão-outono. Sua raiz pode medir até 75 cm. Suas infrutescências espinhosas aderem a pele de animais e às roupas. É original da Europa e América do Norte, onde cresce a beira de caminhos, orlas de rios e taludes, em solos argilosos, ricos em matéria orgânica.
Nomes comuns: - Bardana, gobou (China), Gobo, lampazo, lampazo maior, bardana maior, ruibarbo, burdock ou great burdock (ingl.).
Histórico: - Seu nome vem do grego: arktos (veludo) e lappa (agarrar). A bardana é uma planta estrangeira já aclimatada no Brasil, habitando em lugares úmidos e sombreados. É uma planta com muitas virtudes terapêuticas, devida às suas diversas aplicações. Seu uso medicinal data da antiguidade, não sendo nunca contrariado o longo dos séculos. Segundo a tradição, curou o rei Henrique III da França de uma grave doença de pele, sendo conhecida desde a idade média como depurador sanguineo, e as manifestações secundárias e terciárias da sífilis nos séculos XVIII e XIX, e início do século XX. É uma planta parecida com o ruibarbo. Há referências de seu uso popular, através da mastigação de suas folhas e raízes frescas no abandono do tabagismo.
Usos terapêuticos: - Em furunculoses, abscessos, dermatoses purulentas, acne, eczemas, gota, reumatismos em geral, auxiliar no tratamento de diabetes e como depurativo, principalmente em doenças de pele. Utilizado como fitocosmético para caspa, seborréia, queda de cabelo, ulcerações de pele e picadas de insetos. O cozimento ou a desidratação da raiz, diminui suas atividades terapêuticas, sendo portanto aconselhável, sempre que possível, que se utilize a planta fresca.
Princípios ativos: - Óleos essenciais (arctiol) com 45% de inulina; taninos; mucilagens; resinas; polifenóis; ácidos graxos; sais minerais (carbonato e nitrato de potássio); composto antibiótico (semelhante a penicilina); glicosídeo (lapina); fitosteróis (Beta-sitosterol e estigmasterol); ácidos orgânicos.
Partes utilizadas: - Raízes, frutos e raramente as folhas. Sua raiz deve ser colhida no outono do primeiro ano ou na primavera do segundo ano.
Formas de uso e dosagem:
- Uso interno: Raízes secas: 2 a 6 gr/dia (ingeridas ou como infusão); extrato fluido em álcool 25%: 2 a 8 ml; decocto: 40 gr das raízes/litro de água : 2-3 xícaras ao dia; Infuso: 4 a 6 gr das semente; Tintura: 1:10 em álcool 45%: 8 a 12 ml 3X/dia.
- Uso externo: Tintura: compressas locais
- Fitocosmético: Xampus, tônicos capilares, cremes e loções para peles oleosas com cravos e espinhas: 1-3% de extrato glicólico ou decocto.
Tempo de uso: - Sem referências a contra-indicações ao uso prolongado, na literatura consultada;
Efeitos colaterais: - Pode causar irritação ocular e dérmica; dilatação da pupila e boca seca em altas doses (semelhante aos efeitos da atropina).
Contra-indicações: - Gravidez, lactação, e uso em crianças;
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: ''Herbarium compêndio de fitoterapia'' / Magrid Teske; Anny Margaly Maciel Trentini. 4. ed. Curitiba. ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.





