Aspectos agronômicos: - Planta da família Bixaceas, nativa da América tropical e cultivada principalmente na Amazônia. O nome vem do tupi: uru-ku, que significa vermelho. Nomes comuns: Urucum, achote, achiote, annato, bixa, bija,urucu, rocú, arnotto, color ipiacu.

Árvore apresenta um fruto, que é uma cápsula espinhosa, escura e ovalada, com 30 a 40 sementes avermelhadas. Habita regiões de altitudes variáveis, do nível do mar até 2.500 metros de altitude. É cultivada em diversos países tropicais, sendo uma espécie pouco exigente em relação ao solo, desde que tenha uma boa drenagem. Dispensa a irrigação depois da pega da muda.

Propagação: Por sementes ou estacas de galhos.

Porte da planta: Pode atingir até oito metros de altura.

O cultivo do urucum pode ter como objetivo o consumo medicinal ou para a indústria de alimentos, que naturalmente absorve a maior parte da produção.

Partes utilizadas: Raízes, folhas e sementes.

Usos terapêuticos: - Raízes: Digestiva e diurética; folhas: antitérmica e diurética; sementes: Expectorante, depurativa, corante, antitérmica, afrodisíaca, repelente de insetos, adstringente, antidiarreica, condimento.

Princípios ativos: Mono e sesquiterpenos, celulose, açúcares, óleos essenciais, pigmentos (bixina e orelina), proteínas, betacaroteno, vitamina C, flavonóides (apigenina e luteolina), ácidos graxos.

Formas de uso e dosagem:
- Fitocosmético: Extrato oleoso: em produtos bronzeadores e protetores solares;
- Fitoterápico: uso interno - pó: até 1 gr de raiz ou de semente ao dia; Infuso ou decocto: 10 a 15 gr de raiz ou sementes em 1 litro de água - tomar 1 a 3 xícaras ao dia; uso externo: Infuso: aplicação tópica, como auxiliar nos processos de cicatrização.

Tempo de uso: Sem contra-indicações ao uso prolongado.

Efeitos colaterais: A casca da semente pode produzir efeitos tóxicos no pâncreas e fígado, acompanhadas de variações no nível de glicose.

Contra-indicações: Hipersensibilidade ao urucum; contra-indicado em gravidez e lactação (abortivo).

Superdosagem: Efeito purgativo e hepatotóxico. A dose diária admissível para o homem é de 0,065 mg/Kg de peso corpóreo, expressa em bixina, em apresentações farmacêuticas.

Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.


Fonte principal de consulta: ''Herbarium compêndio de fitoterapia'' / Magrid Teske; Anny Margaly Maciel Trentini. 4. ed. Curitiba. ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso -editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina. Rui Cépil Diniz (médico com especialização em Fitomedicina e Saúde da Família. Tel.(43) 3321-0652, e-mail:[email protected])

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