PLANTAS MEDICINAIS
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de dezembro de 2006
Rui Cépil Diniz 
Aspectos agronômicos: Planta da família Bignoniaceae, nativa da Floresta Amazônica, principalmente do Amazonas (Brasil), Colômbia, Equador, Peru e Venezuela (Estrela, 1995). Freqüente na maioria das casas na floresta amazônica. Ocorre no sul do Brasil na vegetação da subserra como capoeiras, capoeirões, orla da mata, restingas e dunas (Sandwith & Hunt, 1974).
Nomes comuns: Barqui, caballito, carajiru, chica, cipó cruz, cuíca, pajuru, pariri..
Erva volúvel, perene, de clima tropical. Não tolera geadas e longos períodos de estiagem. Desenvolve-se melhor a meia sombra que a pleno sol. Requer solos com textura média a argilosa, com fertilidade mediana, bom teor de matéria orgânica, natural ou adicionada, não sujeitos a encharcamento e pH entre 4 e 5,5. Baixa exigência hídrica, embora o ideal seja manter o solo próximo da capacidade de campo para se obter maior desenvolvimento vegetativo.
Propagação: Por sementes e/ou por estaquias. No Sudeste e centro-oeste do país, o plantio das estacas pode ser feito em sacos de polietileno de setembro a outubro. Após o enraizamento, o plantio nos locais definitivos deverá ser feito nos meses mais chuvosos do ano.
Espaçamento: Podem ser utilizados diversos arranjos espaciais. Quando em monocultivo, recomenda-se 50-60 centímetros (cm) entre plantas e 1 metro (m) entre linhas, tutorado em cercas, estaleiros ou pergolados.
Porte da planta: 2,5 a 4 m de altura. Espécies como boldo baiano, girassol selvagem e esponjinha podem servir de tutor para o crajiru.
Colheita: Inicia-se após 4 a 6 meses do plantio a campo, coletando-se as folhas mais velhas. Podendo ser repetida a cada 4-5 meses. Temperatura máxima de secagem de 45º C. Rendimento: 2 - 4 t/ha/ano de folhas secas.
Usos terapêuticos: Adstringente, antiinflamatório e cicatrizante (Castro & Araújo, 1989), desinfetante e emoliente. Usado em tratamentos de queimadura, acne, anemia e hemorragia.
Princípios ativos: Flavonóides como carajurina, carajuflavona, carajurona, luteolina e fitosteróis (Takemura et al., 1995), além de taninos, quinonas, flavonas, pigmentos (flobafeno), ferro e cianocobalamina.
Partes utilizadas: Folhas e flores frescas ou secas.
Formas de uso e dosagem: Uso externo: Chá por infusão: 20 a 30 gr de folhas verdes/litro de água, tinturas ou extratos alcoólicos em banhos, cataplasmas, compressas. O pó das folhas pode ser usado em pomadas. Sabonetes preparados com o extrato cru apresentam ótima ação no tratamento da acne (Castro & Araújo, 1989).
Uso interno: Chá por infusão: 20 a 30 gr/litro de água.
Tempo de uso: Evitar o uso interno contínuo e prolongado.
Efeitos colaterais: Não relatados na literatura consultada.
Contra-indicações: Gravidez e lactação.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fonte principal de consulta: Cultivo de plantas aromáticas e medicinais - IAPAR - Autor: Paulo Guilherme F. Ribeiro (Eng. Agr.); Co-autor: Rui Cépil Diniz (médico com especialização em Fitomedicina e Saúde da Família. Tel.(43) 3321-0652, e-mail:[email protected]) - Livro em fase de conclusão para publicação.


